Cid Gomes quer mais autonomia legislativa para os estados

Da Redação | 31/10/2018, 10h56

Selo_Eleições_2018Eleito com 3.228.533 votos para o Senado, o ex-governador do Ceará Cid Gomes (PDT) alcançou 41,62% dos votos válidos no estado, alcançando a primeira colocação. O senador eleito afirma que uma de suas prioridades na Casa será fortalecer a capacidade legislativa dos estados e do Distrito Federal.

— Os estados brasileiros têm realidades diferentes e precisam ter mais autonomia na capacidade de fazer leis e de adaptar a legislação a suas realidades — disse.

Cid Gomes lembra que sempre foi defensor do federalismo e da ampliação do papel legislativo dos estados. Para ele, há muita concentração de poderes legislativos na União, o que limita os outros entes federados.

— O Brasil precisa de um grande pacto para que os estados brasileiros possam legislar sobre assuntos que hoje são competência exclusiva da União — explica.

Fiscalização

Além disso, Cid Gomes diz que também serão prioridade para ele a fiscalização do Poder Executivo e o aprimoramento dos projetos e propostas enviados pela Presidência da República ao Congresso.

— Acompanhar e fiscalizar o exercício do poder Executivo será uma prioridade minha — declarou.

Engenheiro civil

Cid Ferreira Gomes nasceu em Sobral (CE) em 1963. É engenheiro civil formado pela Universidade Federal do Ceará, onde chegou a ocupar a presidência do centro acadêmico. Foi eleito deputado estadual por dois mandatos consecutivos (1991 e 1995). Em 1996, elegeu-se prefeito de Sobral. Em 2000, concorreu à reeleição, vencendo novamente. Em 2006 assumiu o cargo de governador do Ceará, sendo reeleito para um segundo mandato em 2010.

Irmão do candidato derrotado à Presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes, Cid ocupou ainda o cargo de ministro da Educação no segundo governo de Dilma Rousseff, em 2015. São suplentes dele o empresário e ex-secretário municipal Prisco Bezerra (PDT) e o empresário Júlio Ventura (PDT).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)