Givago Tenório defende agilidade nos registros de agrotóxicos no Brasil

Da Redação | 06/09/2018, 16h33 - ATUALIZADO EM 06/09/2018, 18h42

O senador Givago Tenório (PP-AL) defendeu nesta quinta-feira (6), em Plenário, a reformulação dos procedimentos de registro de agrotóxicos no Brasil. Givago acredita que "a ineficiência e a morosidade" dos órgãos responsáveis pela aprovação desses registros oferecem riscos para a economia nacional. De acordo com o senador, o principal objetivo é garantir segurança para os seres humanos e o meio ambiente, mas também assegurar a eficácia dos produtos registrados no Brasil.

— A regulamentação do emprego de agrotóxicos no Brasil condiciona o seu uso à aprovação por um conjunto de instituições — o Ministério da Agricultura, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). Segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos de Defesa Vegetal (Sindiveg), o tempo de desenvolvimento de um novo produto gira em torno de 10 anos e o seu registro, no Brasil, cerca de oito anos. Por isso, o setor [de defensivos agrícolas] tem se mobilizado para simplificar e acelerar os processos de registro de agrotóxicos, pois não se justifica espaço tão dilatado de tempo para registro de um produto — enfatizou.

Givago afirmou que o uso do herbicida glifosato — questionado recentemente na Justiça e proibido em vários países — e de outros agrotóxicos é fundamental para a produção agrícola e a segurança alimentar. Mas ressaltou que isso não significa produzir sem atenção à saúde das pessoas.

— Certamente, não apoiaríamos concessão de registro a qualquer produto que ameaçasse a vida humana. Devemos promover maior atualização do Brasil com defensivos agrícolas mais eficazes e menos tóxicos por meio da agilização de seus registros; produtos que pudessem, por exemplo, substituir o glifosato, caso se comprovasse definitivamente o risco à saúde.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)