Plenário aprova novos embaixadores do Brasil na Suécia e na Austrália

Da Redação | 04/09/2018, 19h07 - ATUALIZADO EM 05/09/2018, 14h45

O Plenário aprovou nesta terça-feira (4) a indicação dos novos embaixadores do Brasil na Suécia e na Austrália. Cumulativamente, os diplomatas assumem as representações brasileiras em outros seis países.

Nelson Antonio Tabajara de Oliveira responderá pela embaixada do Brasil na Suécia e na Letônia. O diplomata, de 61 anos, ingressou no Itamaraty em 1983. Ele serviu no Chile e na Índia, além de ter atuado na representação brasileira na Organização dos Estados Americanos (OEA). Seu nome foi aprovado por 49 votos a favor e três contra.

Em junho passado, durante sabatina na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), Nelson Tabajara destacou que empresas suecas — como Scania, Ericsson e Electrolux — são fortes investidoras no Brasil. Ele lembrou ainda a parceria o governo brasileiro com a companhia Saab para a produção dos caças Gripen.

— É um grande contrato que conseguimos para as Forças Armadas. Serão 36 caças. Em 2019, já começaremos talvez a produção. É um investimento de mais de US$ 5 bilhões, mas que terá retorno muito grande. Além da parceria, vamos nos tornar sócios da Saab para exportação para terceiros mercados — disse.

Austrália

Sérgio Eduardo Moreira Lima assumirá a embaixada do Brasil na Austrália. O diplomata responderá ainda pelas representações brasileiras em Ilhas Salomão, Papua Nova Guiné, Vanuatu, Fiji e Nauru. Ele tem 69 anos e ingressou no Itamaraty em 1973. Serviu em Portugal, Estados Unidos, Inglaterra, Israel, Chipre, Noruega, Islândia e Hungria. Seu nome foi aprovado por 42 votos a favor e 2 contra.

Em julho, Sérgio Lima foi sabatinado pela CRE. Ele afirmou que o intercâmbio comercial entre Brasil e Austrália tem potencial para aumentar mais de 400%. Uma das medidas anunciadas pelo diplomata será levar adidos militares ao país para promover a venda de aviões da Embraer e outros materiais de defesa.

— Os aviões da Embraer já estão por lá há 40 anos, mas esta é uma relação cheia de altos e baixos. Queremos torná-la uma parceria vencedora, e o cargueiro KC-390 cria esta condição. Temos o que oferecer, a tecnologia mais moderna, para uma nação que precisa cuidar da segurança referente a toda a região do Pacífico — afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)