Paim lamenta destruição do Museu Nacional e critica ministro de Temer

Da Redação e Da Rádio Senado | 04/09/2018, 15h14 - ATUALIZADO EM 04/09/2018, 19h02

O senador Paulo Paim (PT-RS) lamentou nesta terça-feira (4) em Plenário o incêndio que no último domingo destruiu 90% do acervo do Museu Nacional, localizado na Quinta da Boa Vista, no bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro. Criado por Dom João VI em 1818, o museu era referência em História Natural.

Paim lembrou que os prejuízos são incalculáveis, uma vez que o museu tinha mais 20 milhões de itens catalogados, muitos deles raríssimos ou únicos, e das mais diversas áreas do conhecimento.

O senador ainda criticou o ministro Carlos Marun, da Secretaria de Governo, que chegou a afirmar que se o Congresso Nacional tivesse aprovado a reforma da Previdência, o governo teria dinheiro para destinar à manutenção dos museus do país.

— Foi de uma infelicidade enorme. Qualquer outra desculpa que ele apresentasse, eu poderia não gostar, mas tinha que dizer que foi uma opinião dele. Mas querer culpar a Previdência, os aposentados e pensionistas devido ao incêndio no museu, que foi um crime contra a humanidade, isso é de uma irresponsabilidade total. Eu espero que ele peça desculpas ao povo brasileiro.

Aprendizes

Paim também declarou-se contrário a qualquer medida no sentido de reduzir as vagas que médias e grandes empresas devem destinar aos menores aprendizes. Segundo Paim, a informação dessa possível redução do número de vagas foi repassada por Denise Bambrilla, coordenadora do fórum gaúcho de formação profissional.

Pela lei atual, 5% das vagas nessas empresas devem ser voltadas para jovens com idade entre 14 e 24 anos, vinculados a programa de formação.

Os beneficiários podem ficar no cargo por até dois anos, explicou Paim, ao lembrar que o desemprego é um drama que atinge as pessoas de todas as faixas etárias, mas é muito maior entre os jovens.

Por isso, se o governo realmente promover essa redução, a formação profissional e a inclusão dos jovens no mercado de trabalho podem ficar comprometidas, lamentou o senador.

— A Lei do Aprendiz é um dos principais instrumentos disponíveis para garantir a renovação da nossa força de trabalho e para preservação de um pacto transgeracional de transferência de experiência e engajamento profissional.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)