Lindbergh afirma que a inflação da vida real é muito maior que a oficial

Da Redação | 09/08/2018, 13h41 - ATUALIZADO EM 09/08/2018, 18h32

Em pronunciamento no Plenário do Senado nesta quinta-feira (9), o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) voltou a criticar aspectos da política econômica do governo de Michel Temer. Um dos pontos mais criticados pelo senador são as políticas de aumentos concedidos a itens e serviços de necessidades básicas, como o gás de cozinha, as tarifas de energia elétrica, as passagens de ônibus e etc.

— Nos oito anos de governo Lula não teve nenhum aumento do botijão de gás, era menos de R$ 20. No governo Temer já teve 250 aumentos, está quase R$ 70. Tem hospitais em que a ala de queimados é toda de pessoas que se queimaram cozinhando com álcool. Quando vejo o Temer e seus aliados dizerem que a inflação é de 3%, olha, a inflação pro povo mais pobre na vida real é muito maior do que isso — lamentou o senador.

Lindbergh acrescentou que o gás de cozinha teve aumentos 70% superiores aos índices oficiais, que as tarifas de energia elétrica apresentaram uma variação de 13% e que as passagens de ônibus, no Rio de Janeiro, também foram aumentadas em 17% somente este ano. Some-se a este quadro, no entender do senador, a atuação das agências reguladoras, "que hoje encontram-se totalmente sob controle dos grandes grupos privados e também concedem reajustes exorbitantes em todos os setores".

O senador ainda criticou outras políticas conduzidas pelo atual governo e sua base, como as reformas da Previdência e Trabalhista, as isenções fiscais para bancos e à indústria do petróleo, além do fim da política de conteúdo local na construção de navios, plataformas e sondas, "que geraram dezenas de milhares de desempregados em estaleiros de meu Estado".

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)