Senado não pode se omitir quanto à política de preços da Petrobras, diz Jorge Viana

Da Redação | 30/05/2018, 16h09 - ATUALIZADO EM 30/05/2018, 17h42

O Senado não pode ser conivente diante da política de preços da Petrobras para a gasolina, o óleo diesel e o gás de cozinha, disse nesta quarta-feira (30) o senador Jorge Viana (PT-AC) em Plenário. Ele chamou atenção para mais um aumento no preço da gasolina, anunciado pela estatal.

O senador se disse estarrecido, pois mesmo diante da imensa crise provocada pelos reajustes constantes do combustível, a direção da Petrobras "parece não abrir mão de assaltar os bolsos dos brasileiros". Lembrou que a atual política de preços adotada tem proporcionado margens de lucro da ordem de 150% para a companhia na venda de combustíveis, caracterizando, na prática, uma transferência de renda da população brasileira para grupos de acionistas e empresas estrangeiras.

— Além de votar o pacote do governo relativo à greve dos caminhoneiros, o Senado tinha que votar também medidas sobre o preço da gasolina, do gás de cozinha e das passagens aéreas. A Petrobras aumentou a gasolina hoje de novo, uma afronta. Se não deliberarmos sobre a gasolina e o gás de cozinha, estaremos sendo coniventes com a atual gestão, que assalta os brasileiros e entrega nossas riquezas — protestou o senador, dirigindo suas críticas para o presidente da República, Michel Temer, e o presidente da Petrobras, Pedro Parente.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)