Conta de acordo com caminhoneiros deve ser paga pelo sistema financeiro, diz Paulo Rocha

Da Redação e Da Rádio Senado | 29/05/2018, 18h33 - ATUALIZADO EM 29/05/2018, 18h43

O senador Paulo Rocha (PT-PA) apresentou nesta terça-feira (29) a proposta do seu partido para solucionar a crise dos combustíveis. O Partido dos Trabalhadores, de acordo com o parlamentar, propõe o estabelecimento de uma política de preços para a Petrobras que preserve o interesse nacional, proteja o consumidor e contribua para a redução da vulnerabilidade da economia.

O senador se manifestou contra a proposta de zerar a cobrança dos tributos PIS e Cofins, pois financiam a saúde, a Seguridade Social, a educação e os programas sociais.

Paulo Rocha disse que a conta do acordo com os caminhoneiros em greve deve ser paga com a elevação da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) das empresas do setor financeiro, por serem os que mais ganham. Acrescentou que a proposta do PT define ainda que as empresas de petróleo e gás natural passem a pagar uma alíquota superior aos 9 % de hoje.

O partido, continuou o senador, condena o atrelamento dos preços dos combustíveis à cotação do dólar e a tentativa de jogar sobre as camadas mais pobres da situação o custo das soluções apresentadas pelo governo para a crise.

— A solução é cobrar dos setores mais ricos da economia brasileira, como o sistema financeiro e as grandes multinacionais. Estes sim devem dar a sua contribuição para o desenvolvimento do nosso país — declarou Paulo Rocha.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)