Greve não acabou totalmente e momento é delicado, adverte Wellington Fagundes

Da Redação | 25/05/2018, 12h30 - ATUALIZADO EM 25/05/2018, 13h26

Apesar do acordo inicial entre governo e caminhoneiros para suspensão da greve, o senador Wellington Fagundes (PR-MT) afirmou, nesta sexta-feira (25), que o momento ainda é muito delicado, pois o movimento grevista continua mobilizado e eles não voltaram à atividade.

Ele citou o estado de Mato Grosso, onde 26 estradas federais continuam com pontos de paralisação. Em Cuiabá, segundo o senador, os mototaxistas se juntaram a populares em manifestações de protestos. Até segunda-feira (28), serão fechados 29 frigoríficos no estado. O principal aeroporto, na capital, só tem combustível para mais quatro dias, e toda a frota de coletivos vai parar na região metropolitana.

Ele também criticou o atual governador do Mato Grosso, Pedro Taques, que, segundo informou, não quis receber representantes dos profissionais para negociações.

- Não dá para o governador chegar e dizer que não vai receber o movimento grevista, como se não fosse problema dele. Isso é problema de todos nós - afirmou.

Segundo Wellington, os governos estaduais precisam sim participar do processo de negociação, até porque os estados cobram ICMS sobre os combustíveis, imposto que tem grande participação na composição do preço final do produto.

O parlamentar também defendeu a uniformização das alíquotas, ao lembrar que há estados, como São Paulo, cobrando 12%; outros, como Goiás, 15%. No Mato Grosso, por exemplo, são 17%.

- Tudo tem um limite. Queremos apoiar e exigir que as negociações sejam feitas. Quero fazer um apelo aos líderes do movimento para que se apresentem. Se não foram recebidos no Planalto, venham aqui para o Congresso. Precisamos encontrar uma solução - afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)