Comissão discutiu integração de dados e registros da agropecuária

Da Redação | 15/05/2018, 18h21 - ATUALIZADO EM 16/05/2018, 20h06

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) debateu nesta terça-feira (15) a padronização dos dados sobre a agropecuária brasileira. A senadora Ana Amélia (PP-RS) que avalia o andamento das estatísticas rurais e a integração de registros das políticas agrícolas afirmou que os dados são importantes para a execução de políticas públicas no setor.

Ela afirmou que o Brasil aguarda, por exemplo, o Censo Agropecuário de 2017, que será divulgado até julho, lembrando que desde 2007 o país não faz uma pesquisa do tipo e que as informações podem ser um norte para as ações no setor.

— Não podemos tomar nenhuma decisão, seja o agricultor, o prefeito, o governador, o ministro da agricultura, sem saber em que realidade você está trabalhando.

O diretor de pesquisas do IBGE, Claudio Dutra, disse que o Brasil possui tecnologia e instrumentos para a divulgação de dados sobre a agropecuária brasileira, mas ainda falta integração dos diversos setores públicos para integrar esses dados em uma única base.

— Um passo fundamental é conseguirmos fazer um diagnóstico dos cadastros e registros existentes no Brasil, definir os conceitos e padronizações de variáveis comuns que permitam não só integrar do ponto de vista tecnológico, mas dizer que isso está estabelecido e vale para todos.

O chefe do departamento de crédito rural do Banco Central, Claudio Moreira, explicou que a instituição já oferece dados sobre operações de empréstimos agrícolas no país.

— Hoje, em termos de crédito rural, são cerca de R$ 152 bilhões por ano que rodam dentro dos agentes financeiros, isso fora o crédito rural que é feito pelos próprios produtores dentro do mercado de capitais. Uma das coisas que nós até discutimos muito é se esses instrumentos do mercado de capital podem ser colocados numa central, se poderiam se juntar aos nossos dados do Banco Central para termos uma excelente informação sobre o que existe de crédito rural no país.

O diretor do Serviço Florestal Brasileiro, Raimundo Deusdará, informou que graças ao Sistema de Cadastro Ambiental Rural (Siscar), o país hoje tem noção do número de propriedades rurais e áreas de reserva legal, além de florestas públicas.

— São 321 milhões de hectares de florestas públicas, 463 milhões de hectares no Cadastro Ambiental Rural. Não há nenhum país no mundo que tenha essa base georreferenciada de conhecimento das florestas.

O senador Waldemir Moka (PMDB-MS) lembrou que, por meio de uma emenda ao Orçamento sugerida pela Comissão de Agricultura, o IBGE garantiu recursos para elaborar o Censo Agropecuário.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)