Jorge Viana pede ação do Ministério Público para impedir privatizações pelo governo Temer

Da Redação e Da Rádio Senado | 09/05/2018, 20h22 - ATUALIZADO EM 09/05/2018, 20h24

O senador Jorge Viana (PT-AC) afirmou em Plenário que esta quarta-feira (9) foi um "dia vergonhoso para o Congresso Nacional". Ele se referiu à aprovação, pela comissão mista, do relatório do deputado Júlio Lopes (PP-RJ) para a MP 814/2017, que permite a privatização da Eletrobras. O senador também classificou de "criminoso" o fechamento de agências dos Correios pelo governo Temer. E criticou a devolução antecipada de R$ 100 bilhões do BNDES ao Tesouro.

— A privatização da Eletrobras vai nesse sentido. Hoje eles estão desmontando os Correios, desativando agências dos Correios, nos pequenos municípios, que funcionavam como bancos, dizendo que eram ineficientes, para poder vender. Estão fazendo isso a partir de escaninhos no Palácio do Planalto. E agora a partir de escaninhos no Ministério das Minas e Energia. É um crime que está sendo cometido. Eu queria uma ação do Ministério Público Federal defendendo o interesse da sociedade, impedindo a tramitação desse processo de privatização — afirmou Jorge Viana.

Ele também comparou o governo Lula como o de Temer. Apontou a desativação de programas federais. Disse que enquanto Lula investia na Petrobras para gerar emprego e renda, Temer vende o patrimônio público e apresenta a conta à população.

— Houve um aumento do preço do petróleo internacional, está em US$ 70. Óbvio que a contabilidade muda. O gás de cozinha? As pessoas estão voltando para o carvão, estão voltando para a lenha. Eu vi isso no Acre, está em todas as partes do Brasil porque o gás custava na época da presidente Dilma R$ 38, o bujão, e agora, lá na minha região, é vendido a R$100, a R$98 — continuou Jorge Viana, para quem o governo tira o direito de as pessoas consumirem para então "ganhar moral" com o 'tal do mercado".

Educação

O senador, por outro lado, apontou os avanços obtidos na área de educação em áreas afastadas do seu estado. Ressaltou que hoje todos os municípios do Acre têm escolas de segundo grau. Ele lembrou que antes de assumir o governo estadual, em janeiro de 1999, visitou aquelas regiões na campanha eleitoral e comprovou que muitas vezes a população não tinha acesso sequer à 5ª série. Por isso deu prioridade à educação já no seu primeiro mandato como governador.

— Voltando para [Marechal] Thaumaturgo, lá em Thaumaturgo não tinha o segundo grau, nós implantamos. Eu andei agora lá, tem 13 comunidades, 13, no interior do município, que têm segundo grau. Inclusive lá na Restauração, um lugar longe, que eu já fui algumas vezes, mas muito longe — declarou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)