Comissão pode votar em abril MP do fundo de compensação ambiental

Da Redação | 14/03/2018, 19h27 - ATUALIZADO EM 14/03/2018, 20h58

A comissão mista que analisa a medida provisória sobre a criação de fundo para gerir a compensação ambiental aprovou plano de trabalho nesta quarta-feira (14). Deputados e senadores pretendem aprovar o texto no início de abril.

A MP 809/2017 autoriza o Instituto Chico Mendes a selecionar um banco público para criar e gerir o fundo de recursos arrecadados com a compensação ambiental. São cerca de R$ 1,2 bilhão que poderão ser usados, por exemplo, no financiamento das unidades de conservação.

O relator, senador Jorge Viana (PT-AC), se comprometeu a apresentar seu parecer no dia 3 de abril. A MP só perde a validade em 13 de maio, mas a intenção é ganhar tempo na comissão mista e evitar atropelos na apreciação do texto nos Plenários da Câmara e do Senado, sobretudo diante do calendário eleitoral e dos feriados da Semana Santa e do Dia do Trabalho.

Jorge Vianna quer ouvir em audiência representantes da sociedade civil e de órgãos diretamente ligados ao tema, como ICMBio, Ibama e Ministério de Minas e Energia.

— Vamos ouvir as entidades da sociedade civil e os órgãos oficiais e aí poderemos preparar o relatório e encaminhá-lo aos colegas, para tentar chegar ao dia 3 com a possibilidade apreciar na comissão.

O presidente da comissão, deputado Assis do Couto (PDT-PR), informou que a rapidez na tramitação não impede a realização de outras atividades individuais dos parlamentares. Para o dia 23, por exemplo, Couto já agendou reunião com dirigentes e servidores do ICMBio em Foz do Iguaçu (PR).

— Nas emendas, aparecem questões como maior abertura dos parques nacionais, a questão das concessões. Então, os parlamentares podem fazer atividades em seus estados, próximos de suas realidades, a seu custo, para acrescentarmos alguma coisa e trazermos essas contribuições para o relator.

Ao todo, a MP recebeu 31 emendas de parlamentares. O deputado Nilto Tatto (PT-SP) manifestou preocupação com o risco de fragilização das atividades do ICMBio a partir da contratação de funcionários temporários. Viana garantiu que só vai acolher emendas afinadas com o propósito da medida provisória de melhorar a gestão das unidades de conservação. Ele antecipou que a MP também poderá ajudar a Funai a superar dificuldades operacionais, sobretudo nas regiões mais afastadas do país.

— As frentes de proteção de índios isolados estão fechadas no Brasil. Eu vou visitar agora a unidade de proteção integral do Rio Chandless, na cabeceira do Purus, no Acre. Como é que se coloca um funcionário público lá, com dias e dias de viagem? Não há possibilidade. Nós temos que contratar temporariamente pessoas locais, sem criar vínculo.

O texto original da MP também amplia de seis meses para dois anos o tempo máximo de contrato que o ICMBio e o Ibama podem firmar com brigadistas para combater incêndios florestais e atuar na preservação de áreas prioritárias de conservação.

Com Agência Câmara Notícias

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)