Vanessa diz que mulheres constituintes mudaram as relações de gênero no país

Da Redação e Da Rádio Senado | 07/03/2018, 18h15 - ATUALIZADO EM 07/03/2018, 20h31

A sessão solene do Congresso Nacional, realizada nesta quarta-feira (7) para a entrega do prêmio Bertha Lutz, foi destacada pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB - AM) em discurso no Plenário do Senado. A homenagem, relativa ao Dia Internacional da Mulher, reconheceu o trabalho das 26 mulheres constituintes, que atuaram em 1987 e 1988 para elaborar a nova Constituição do país.

Segundo Vanessa, as mulheres representavam apenas 5% dos constituintes e promoveram uma verdadeira mudança na forma como a sociedade encarava as relações de gênero. Exemplo disso, citou a senadora, foi a adoção da licença-maternidade e o fim da aceitação do comportamento da época de que o homem poderia praticar algum crime contra a mulher para defender a própria honra.

A senadora lamentou, no entanto, que passados 30 anos da promulgação da Constituição, alguns direitos lá previstos já deixaram de ser realidade ou passaram a ser ameaçados.

— Vide a reforma trabalhista: o que significa para uma mulher trabalhadora o contrato de trabalho intermitente, o que significa para uma mulher trabalhadora deixar de ser contratada com carteira de trabalho assinada e passar a ser contratada como autônoma exclusiva e contínua? — questionou a senadora.

Bolsa-família

Vanessa Grazziotin disse ainda que vai cobrar do governo explicações para a exclusão de dez mil famílias da lista de beneficiários do programa Bolsa-Família, nos últimos dois anos, na cidade de Manaus. Segundo ela, em 2016, eram 130 mil famílias beneficiárias. Atualmente, são 120 mil.

A senadora adiantou que a exclusão dessas famílias não foi motivada por causa do aumento de renda.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)