Ângela Portela diz que a privatização da Eletrobrás prejudicará o estado de Roraima

Da Redação e Da Rádio Senado | 27/02/2018, 16h08 - ATUALIZADO EM 27/02/2018, 16h40

A senadora Ângela Portela (PDT-RR) afirmou nesta terça-feira (27) que a privatização da Eletrobrás, proposta pelo governo, deverá piorar a situação energética de seu estado. Segundo ela, o estado sofre com a paralisação das obras do linhão de Tucuruí, que ligaria Roraima ao sistema elétrico nacional.

Se já tem sido difícil conseguir a retomada das obras do linhão, Ângela Portela avalia que será ainda mais complicado se a Eletrobras, atual controladora da Companhia Energética de Roraima CERR), passar para as mãos da iniciativa privada, que tem como objetivo apenas o lucro. Para ela, as comunidades indígenas, os ribeirinhos e a população de baixa renda serão os prejudicados com a privatização, já que a CERR dispensa a eles um atendimento especial.

— E como nós não fazemos parte do Sistema Elétrico Nacional, elas recebem das térmicas o óleo diesel, que é caríssimo. Quem vai conceder [esse benefício] se o sistema elétrico desses estados é privatizado?.

Ângela Portela lembrou que, em 2015, o Ibama expediu a licença-prévia para a construção do linhão de Tucuruí, mas, na ocasião, a justiça atendeu a um pedido do Ministério Público Federal e determinou uma nova consulta às comunidades indígenas localizadas na região em que se daria a obra.

Com a abertura do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, todo esse processo saiu agenda do governo e, agora, com a tentativa de se privatizar a Eletrobras, é possível que tudo fique mais difícil, afirmou Ângela Portela.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)