Governo perdoa dívidas de grandes empresários, mas prejudica servidores e aposentados, aponta Ângela

Da Redação | 01/11/2017, 12h25 - ATUALIZADO EM 01/11/2017, 15h05

A senadora Ângela Portela (PDT-RR) classificou em Plenário nesta quarta-feira (1º) como um pacote de maldades do governo Temer a redução do salário mínimo previsto para o próximo ano, que passa de R$ 969 para R$ 965, e a medida provisória (MP), que adia para 2019 os reajustes dos servidores públicos além de aumentar a contribuição previdenciária dos atuais 11% para 14%.

Ao mesmo tempo em que congela o reajuste dos servidores — negociado para repor as perdas inflacionárias —, e diminui o poder de compra dos aposentados e pensionistas, Temer e sua equipe econômica garantem benesses para grandes empresários que devem aos cofres públicos conforme, descreveu a senadora:

—  O governo faz cortesia com dinheiro público para setores da economia, foi assim que o Planalto decidiu prorrogar a adesão ao Refis. É uma forma de liberar as grandes empresas de pagar os impostos que devem. O governo fatura em cima dos servidores e dos aposentados, mas abre mão do dinheiro que teria eu receber dos mais ricos — concluiu.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)