Senado aprova indicação de dois novos diretores do Banco Central

Da Redação | 12/09/2017, 19h18 - ATUALIZADO EM 12/09/2017, 19h51

As indicações de dois novos diretores para o Banco Central foram aprovadas no Plenário do Senado nesta terça-feira (12). Paulo Sérgio Neves de Souza e Maurício Costa de Moura são servidores de carreira do banco e terão mandato por dois anos.

Chefe do Departamento de Supervisão Bancária da Diretoria de Fiscalização do Banco Central desde 2015, Paulo Sérgio Neves de Souza ingressou no BC em 1998. Anteriormente, trabalhou no Banco do Brasil por quase 13 anos.

Já Maurício Costa de Moura é chefe de gabinete do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn. Está no BC desde 2009 e já passou por diversas áreas da instituição.

Os dois foram sabatinados pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) no final de agosto. Para os senadores, Paulo Sérgio fez uma avaliação positiva da evolução da economia do país, com sinais de melhora no quadro de confiança dos agentes econômicos. Segundo ele, ações do governo e do BC permitiram "a retomada de sólido processo de redução da inflação corrente e de ancoragem das expectativas dos agentes econômicos na meta oficial, o que vem permitindo a redução da taxa básica de juros, a Selic".

Maurício de Moura, por sua vez, observou que, "sobre as altas taxas de juros do país, é preciso olhar com maior atenção as taxas reais (descontada a inflação) esperadas para períodos futuros, as que mais importam para os investimentos". Segundo ele, esses valores estão em um nível historicamente baixo, entre 3,1% a 3,4% ao ano, em comparação com o final da década de 90, quando a taxa real era cerca de 20% ao ano.

O Banco Central do Brasil foi criado em 31 de dezembro de 1964. Sua diretoria é composta por um presidente e oito diretores, que são livremente nomeados pelo presidente da República, mas dependem de aprovação pelo Senado Federal.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)