Ângela Portela acusa Temer de colocar o ajuste fiscal na conta dos pobres e dos servidores públicos

Da Redação e Da Rádio Senado | 23/08/2017, 14h53 - ATUALIZADO EM 01/03/2018, 14h52

A senadora Ângela Portela (PDT-RR) afirmou nesta quarta-feira (23) em Plenário que o presidente da República, Michel Temer, escolheu como responsáveis pelo desajuste das contas públicas os mais pobres e os servidores públicos. Isso fica evidente, observou, diante das propostas apresentadas por Temer para fazer o ajuste fiscal.

Além de ter proposto o aumento do deficit fiscal deste ano de R$ 139 bilhões para R$ 159 bilhões, salientou Ângela Portela, o governo quer aumentar de 11% para 14% o índice de contribuição para a Previdência do servidor e limitar a R$ 5 mil o salário inicial para as carreiras de nível superior.

Para ela, será difícil encontrar profissionais motivados a trabalhar com esse salário, o que reforçaria a tese de que o governo quer mesmo é promover um desmonte do Estado, passando pela desvalorização do servidor e terminando com a privatização de empresas e a terceirização de serviços.

Ângela Portela disse ainda que a pior medida de Temer é a de reduzir em R$ 10 o salário mínimo previsto para 2018. Prova de que Michel Temer está interessado apenas em servir aos interesses dos banqueiros e rentistas, sem se preocupar com os trabalhadores, declarou a senadora.

— Não aceito que a conta da crise seja debitada apenas no colo dos servidores e dos mais pobres desse país. Você, que é servidor, você, que é assalariado, você, que se importa com Brasil, cobre do seu deputado, do seu senador, que vote contra esse pacote de maldades. Somente juntos poderemos derrotar esse governo que não nos representa.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)