Simone Tebet defende protagonismo do Senado em pacto pelo país

Da Redação | 03/08/2017, 15h25 - ATUALIZADO EM 03/08/2017, 16h13

A senadora Simone Tebet (PMDB-MS) defendeu em Plenário, nesta quinta-feira (3), o protagonismo do Senado em torno de um pacto que conduza à retomada da normalidade política-institucional no país.

— Nesse momento de encruzilhada histórica porque passa o país, é hora de um grande pacto nacional a favor do país. É hora da verdadeira política voltar ao cenário nacional, aquela que é o único caminho para nos conduzir ao futuro. O Senado reúne os homens e mulheres mais experientes da classe política brasileira. Sabedoria e experiência não nos falta e a (nossa) legitimidade vem do voto popular — conclamou Simone.

"Excessos"

Apesar de defender o combate à corrupção “de forma incondicional” e a operação Lava Jato como “patrimônio da sociedade”, a peemedebista disse que mesmo as instituições de controle, como Ministério Público e Polícia Federal, “se deixaram contaminar por excessos”. Assim, viu eventuais exageros na política de delações premiadas, “enfraquecendo a política, contaminando a economia, abalando a democracia”.

O apelo de Simone ao protagonismo do Senado na saída para a atual crise recebeu apartes dos senadores Cristovam Buarque (PPS-DF), Telmário Mota (PTB-RR) e Armando Monteiro (PTB-PE).

Combate à corrupção

Cristovam admitiu “um certo incômodo” com a proposta da delação premiada, mas acredita que, não fosse esse instituto, a corrupção continuaria avançando no país.

— É graças a ela que estamos conseguindo colocar algumas pessoas na prisão, tomar conhecimento de fatos — observou Cristovam.

Para Telmário, o Senado precisa, primeiro, se encontrar com o povo para assumir um pacto pelo futuro do país.

— É em boa hora que se convida o Congresso para esse reencontro, mas é preciso abrir os ouvidos para a população — afirmou.

"Apoteose do fisiologismo"

Armando Monteiro também considerou importante que o Senado reflita sobre seu papel na perspectiva da sociedade que se espera construir no futuro. E criticou a “apoteose do fisiologismo” observada, nesta quarta-feira (2), com a derrubada da denúncia (corrupção passiva) contra o presidente da República, Michel Temer, pela Câmara dos Deputados.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)