Iniciativa da Procuradoria da Mulher sobre feminicídio é destacada em Plenário

Da Redação | 01/08/2017, 19h49 - ATUALIZADO EM 02/08/2017, 12h24

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) registrou em Plenário nesta terça-feira (1°) o pedido da Procuradoria Especial da Mulher do Senado ao Poder Judiciário para que a investigação e apuração do assassinato de Mayara Amaral fossem conduzidas com rigidez. Segundo a senadora, que é a Procuradora da Mulher no Senado, o encaminhamento foi feito ao Ministério Público do estado do Mato Grosso do Sul, local de origem da vítima.

Mayara Amaral, professora e musicista de 27 anos, foi encontrada morta em Campo Grande no dia 24 de julho. A vítima apresentava parte do corpo carbonizada e marcas de pancadas na cabeça. Segundo as investigações da Polícia Civil, Mayara foi assassinada pelo colega de banda Luís Alberto Bastos Barbosa, de 29 anos, e por Ronaldo da Silva Onedo, de 30. A jovem foi estuprada e assassinada à marteladas pela dupla, que teve a ajuda de Anderson Sanches Pereira, de 31 anos, para abandonar o corpo de Mayara.

Vanessa Grazziotin afirmou que o caso apenas se tornou público por conta dos relatos da irmã da vítima, Pauliane Amaral, feito na rede social Facebook. Até então, de acordo com a senadora, a polícia do estado do Mato Grosso do Sul tratava o crime como latrocínio, ou seja, como roubo seguido de morte, quando havia claras indicações de se tratar de um caso de feminicídio.

— Quero aqui apresentar, tenho certeza de que em nome de toda a bancada feminina, as condolências aos familiares de Mayara, desejar e dizer que nós estamos aqui prontas para, junto a amigos, familiares e ao conjunto das mulheres brasileiras, lutarmos para que esse não seja mais um crime impune — disse.

A senadora também lembrou um outro caso de feminicídio ocorrido no Amazonas em 2015. Vanessa enfatizou que só após dois anos e três meses da morte da policial militar Deusiane da Silva Pinheiro que o Ministério Público denunciou os policiais militares envolvidos no assassinato, pois o caso era tratado até então como suicídio.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)