Senado aprova indicação de delegada permanente do Brasil na Unesco

Da Redação | 20/06/2017, 17h44 - ATUALIZADO EM 20/06/2017, 20h48

Foi aprovada em Plenário nesta terça-feira (20) a indicação de Maria Edileuza Fontenele Reis, para exercer o cargo de Delegada Permanente do Brasil junto à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Mineira de Viçosa, Maria Edileuza é formada em Comunicação Social e diplomata deste 1978. Dentre as funções que ocupou na carreira, foi cônsul-geral adjunta no Consulado-Geral do Brasil em Tóquio e em Roma, e cônsul-geral em Paris.

Ao ser sabatinada na Comissão de Relações Exteriores (CRE), no último dia 8, Fontenele abordou a crise financeira pela qual passa a Unesco. Um dos motivos para a crise é o fato de alguns países não estarem honrando seus compromissos com o órgão, entre eles os Estados Unidos, Israel e o Brasil. A diplomata esclareceu que o Brasil é originalmente o sétimo maior contribuinte da Unesco, e honrar seus compromissos seria uma de suas prioridades caso sua indicação fosse confirmada.

A diplomata defendeu o pagamento de parte da dívida do Brasil pelo menos até o dia 30 de outubro, nem que fosse somente as parcelas referentes ao biênio 2014/2015.

A próxima assembleia geral da Unesco, cuja sede fica em Paris, está prevista para a segunda quinzena de novembro.

Unesco

Fundada em 1945, a Unesco surgiu como um organismo internacional com o objetivo de contribuir para a prevenção de novos conflitos globais. A organização conta hoje com 195 Estados-Membros e 10 Estados Associados.

Sua missão é colaborar com a construção de uma cultura da paz, para a erradicação da pobreza, para o desenvolvimento sustentável e para o diálogo intercultural, atuando nas áreas de educação; ciências naturais; ciências sociais e humanas; comunicação, informação e cultura.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)