Davi Alcolumbre é eleito presidente da Comissão de Meio Ambiente

Da Redação | 04/04/2017, 19h38 - ATUALIZADO EM 04/04/2017, 20h26

O senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) foi eleito nesta terça-feira (4) presidente da Comissão de Meio Ambiente  (CMA) por aclamação, depois que o senador Hélio José (PMDB-DF) retirou sua candidatura a pedido do líder do PMDB, senador Renan Calheiros (AL), que via na candidatura do senador democrata o rompimento do princípio da proporcionalidade e do acordo entre os partidos sobre a presidência das comissões permanente do Senado. O líder do DEM, senador Ronaldo Caiado (GO) garantiu que o partido nunca se insurgiu contra o sistema de proporcionalidade e considerou a retirada da candidatura do PMDB um gesto “extremamente positivo” e uma busca à pacificação.

O senador Hélio José explicou que não enxergava o Senado como local “para disputas fraticidas” e que “na ausência de entendimento a alternativa era seguir o pedido do líder Renan Calheiros”. O senador Davi Alcolumbre, após eleito, destacou sua preocupação com as questões ambientais e destacou que o Amapá tem 95% de sua cobertura florestal preservada e possui o maior parque de floresta tropical do país, que “tomou 33,4% do território do estado”. O vice-presidente da comissão será escolhido na próxima reunião, prevista para a semana que vem em dia ainda não definido.

Entendimento

A reunião da Comissão de Meio Ambiente (CMA) para a eleição do presidente foi conduzida pelo senador João Alberto Souza (PMDB-MA), senador mais antigo em idade entre os membros do colegiado. Na disputa estavam os senadores Hélio José (PMDB-DF) e Davi Alcolumbre (DEM-AP). Para o senador Renan Calheiros, que abriu os debates, a eleição da presidência da CMA era a reta final de todo o processo para escolha dos presidentes das 13 comissões permanentes, mas não escondeu seu descontentamento com a candidatura dos democratas.

O líder da bancada do PMDB contou que fez um longo trabalho de recolher as prioridades das bancadas e de buscar o entendimento entre os partidos, a pedido do presidente da Casa, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE). Para Renan Calheiros qualquer membro da comissão, como o senador Davi Alcolumbre, tem condições de ser presidente, “mas assegurando a proporcionalidade”. Como o DEM se mantinha determinado a manter a candidatura, Renan pediu para o senador Hélio José retirar a candidatura porque em seu entendimento “essa disputa não engrandece o Senado e seja quem for que o DEM indicar para presidência da Comissão a eleição seja por aclamação com a participação do PMDB”.

O senador José Agripino (DEM-RN) fez um apelo para que “o episódio não crie sequelas e que as relações do PMDB com o DEM e com os demais partidos da Casa não fiquem alteradas, em função da solução que chegamos pelo diálogo e pelo entendimento”.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)