Randolfe acusa empresas de conluio na paralisação da extração de minério de ferro no Amapá

Da Redação | 14/02/2017, 20h49 - ATUALIZADO EM 14/02/2017, 20h58

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) criticou nesta terça-feira (14) a paralisação da extração de minério de ferro no Amapá, que é uma das principais atividades econômicas do estado. Segundo ele, um conluio entre empresas, iniciado há quatro anos, é responsável pelo hiato, que gerou prejuízos para trabalhadores e a deterioração da infraestrutura do setor.

Conforme relato do senador, a empresa britânica Anglo American, concessionária da extração entre 2009 e 2013, vendeu seus ativos para a Zamin Mineração, também do Reino Unido, num processo que Randolfe classifica como “conluio”.

— Há fortíssimas evidências de que este processo de transferência foi fraudulento. Tudo não passou de um jogo de cartas marcadas, pelo qual a Anglo se livraria do ônus preservando a “boa imagem” no mercado internacional, repassando de má-fé os ativos para uma empresa testa-de-ferro assumir o desmonte.

Randolfe relatou que mais de 3 mil empregos e postos de trabalho diretos e indiretos acabaram extintos nesse processo, e as empresas acumularam milhões de reais em dívidas trabalhistas não honradas. Além disso, um acidente no porto de Santana em março 2013, que deixou seis mortos e destruiu a estrutura do local, pode ter sido causado, segundo o senador, por negligência e falhas operacionais.

Os ministérios públicos Federal, Estadual e do Trabalho conduzem uma investigação sobre o processo de transferência de ativos entre a Anglo American e a Zamin. Além disso, Randolfe informou que tenta uma audiência na embaixada do Reino Unido para solicitar intervenção do governo local sobre as atividades das empresas, e que fará uma denúncia à Câmara de Comércio Internacional.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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