Rose de Freitas defende ajuste das contas públicas e critica discurso da oposição

Da Redação e Da Rádio Senado | 26/10/2016, 16h24 - ATUALIZADO EM 26/10/2016, 18h26

A senadora Rose de Freitas (PMDB-ES) criticou nesta quarta-feira (26) a oposição por tentar, "a todo o custo", passar para a sociedade a ideia de que o governo Temer "vai acabar com o país e com os programas sociais", como se o desajuste econômico não tivesse relação alguma com as gestões anteriores.

Rose de Freitas observou que a oposição diz que será o povo quem pagará a conta do ajuste, mas não faz qualquer menção aos desvios de dinheiro público em empresas estatais, por causa da corrupção.

Segundo ela, os programas sociais continuarão, mas o país terá de ajustar os gastos públicos à receita. Por isso, a reforma da Previdência e a proposta de emenda à Constituição que limita o aumento de gastos públicos são importantes, afirmou a senadora, que é líder do governo no Congresso.

Rose de Freitas disse que, no próximo ano, o país terá mais R$ 11 bilhões na educação e mais R$ 3,4 bilhões em saúde. Assim, a proposta não vai tirar dinheiro de setores importantes para a sociedade, lembrou a senadora, ao acrescentar que, somente a partir de 2018, é que o ajuste nos gastos nessas áreas será limitado ao índice da inflação do ano anterior.

— Aqueles estudantes que foram lá pelo [programa] Ciência sem Fronteira, que foram para fora, aqueles que precisavam usufruir do Fies, tudo isso já estava sem pagamento. Pauta suspensa, compromissos negados. Nada se cumpria mais. E a agenda só ficava no débito, no débito, no débito. O que que pegou o presidente da República atual? Débitos, dívidas. É preciso passar a zero? mas conseguir fazer tudo? não vai. mas vai começar o Brasil novamente. Esse Brasil tem que ser refeito com a letra da verdade. Não dá para ser feito com a maquiagem que até hoje perdurou e com a qual muitas vezes o Congresso contracenou.

Rose de Freitas lamentou que informações distorcidas também estão sendo repassadas à sociedade pelos que se dizem contrários à medida provisória que reforma o ensino médio.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)