CRE aprova indicado para Embaixada do Brasil na Costa do Marfim

Da Redação | 13/09/2016, 16h16 - ATUALIZADO EM 13/09/2016, 18h26

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) aprovou nesta terça-feira (13) o diplomata Bruno Luiz dos Santos Cobuccio para ocupar a embaixada do Brasil na Costa do Marfim. A indicação deve ser votada ainda na tarde de terça no Plenário.

Natural de Santos (SP), Cobucci é graduado em  Economia pela Universidade de Campinas (SP) em 1977 e, em 1982, ingressou no curso preparatório da carreira diplomática. Em 2010, concluiu o curso de Altos Estudos do Instituto Rio Branco, depois de defender tese sobre os investimentos espanhóis na América Latina.

Foi embaixador do Brasil no Gabão. Trabalhou, também, nas embaixadas no Uruguai e na França. No Brasil, foi assessor especial do Ministério da Integração; chefe de gabinete do Departamento de Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Fazenda e Planejamento; e assistente do Diretor do Instituto Rio Branco.

Na sabatina, Bruno Luiz dos Santos Cobuccio informou que a Costa do Marfim tem crescido de 8% a 10% ao ano, com o retorno de investimentos estrangeiros. No entanto, segundo ele, o  Brasil tem se aproveitado pouco deste fenômeno. Incrementar as exportações para aquela nação é um dos objetivos que terá frente à embaixada.

— Há um marasmo muito grande e minha principal meta é tentar reverter rapidamente essa situação. A Costa do Marfim é a terceira economia da África Ocidental, mas infelizmente isso não tem se refletido nas exportações brasileiras para aquele país. Elas diminuíram cerca de 35% entre 2006 e 2015 — afirmou Cobuccio.

Costa do Marfim

Costa do Marfim fica no oeste da África e tem o francês como língua oficial. O Brasil reconheceu sua independência em 1960, mas a abertura da embaixada em Abidjã, capital econômica do país, só ocorreu em 1969. Dois anos depois, o governo marfinense abriu embaixada em Brasília.

No campo da cooperação entre o Brasil e o país africano, um destaque é o empréstimo, em 2014, de 20,2 mil computadores para o recenseamento na Costa do Marfim. Outra ação foi a formação de seis diplomatas marfinenses como bolsistas no curso de formação do Instituto Rio Branco de 1976 a 2015.

O Brasil também contribuiu com doação de remédios e de dinheiro, por meio do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, durante a guerra civil em Costa do Marfim entre 2010 e 2011. Cerca de 130 brasileiros vivem na Costa do Marfim. A maioria é formada por missionários e militares a serviço das Nações Unidas.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)