Eduardo Lopes diz que governo Dilma era autoritário

Da Redação | 09/08/2016, 22h13 - ATUALIZADO EM 10/08/2016, 00h57

Para o senador Eduardo Lopes (PRB-RJ), o processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff preenche todos os requisitos materiais e formais para prosseguir. Ele ressaltou que o sistema presidencial não é por si só um obstáculo para interromper o mandato de um presidente, tese defendida por alguns defensores de Dilma.

Lopes lembrou que já se trata da segunda vez, desde a promulgação da Constituição em 1988, que o Senado “se debruça sobre o processo de impeachment de um presidente da República”; sendo, desta vez, o julgamento da primeira mulher a ocupar o cargo.

O senador acrescentou que, por seu partido ter ocupado cargos em ministério do governo anterior, pôde testemunhar de perto o “jeito autoritário” de Dilma governar. Segundo ele, a única preocupação da presidente afastada era com as pesquisas de opinião, sem ouvir mais ninguém.

— O eventual retorno da presidente não marcará o fim, mas o começo de uma crise com efeitos mais nefastos ainda. Por isso, digo não à ingovernabilidade e digo sim à continuidade do impeachment da senhora presidente da República — declarou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)