Paulo Bauer defende legalização de jogos de azar para ampliar arrecadação

Da Redação e Da Rádio Senado | 13/07/2016, 16h22 - ATUALIZADO EM 13/07/2016, 17h54

Nesta quarta-feira (13), o senador Paulo Bauer (PSDB-SC) disse ser contrário à criação de impostos para fazer o ajuste fiscal. No lugar disso, ele sugeriu a legalização dos jogos de azar.

Para ele, não é correta a vinculação dessa medida à criminalidade, ao apontar a Suíça, a Bélgica e os Estados Unidos como exemplos de países que já exploram essa atividade.

Paulo Bauer afirmou que é fácil impedir que a criminalidade esteja associada ao jogo. Basta definir os locais e como explorar a atividade, bem como obrigar que o pagamento e as apostas sejam feitos por meio de cheque nominal ou por cartão de crédito ou de débito.

— E nesse caso não tem dinheiro sujo correndo, porque o dinheiro fica marcado. E se nós tivermos condição de cobrar 30%, 40% de imposto de quem tem dinheiro para jogar, que bom, pois vamos ter dinheiro para a saúde, porque tem muita gente na fila esperando por cirurgia, por atendimento, quando não, por uma simples consulta médica. Nós precisamos fazer coisas que levem o Brasil para a frente. Mas uma coisa é certa: não podemos criar novos impostos.

Balanço

Ao fazer um balanço das atividades do Senado no primeiro semestre, Paulo Bauer apontou as dificuldades enfrentadas no período e destacou que, apesar de tudo, as instituições do país funcionaram adequadamente.

Bauer frisou que, nos seis primeiros meses do ano, o Senado votou muitas proposições de interesse do país. Além disso, houve a cassação de Delcídio do Amaral e a votação do pedido de abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

O senador ainda destacou a aprovação de proposta de sua autoria que obriga fabricantes a informar a presença de lactose em produtos alimentícios. Em sua avaliação, o segundo semestre vai reservar momentos interessantes, como as eleições municipais com campanhas a custos menores e a decisão final, pelo Senado, do afastamento de Dilma Rousseff da presidência da República.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)