Lasier Martins lembra 12 anos do Bolsa Família e defende 'blindagem' do programa

Da Redação e Da Rádio Senado | 27/10/2015, 15h45 - ATUALIZADO EM 27/10/2015, 17h37

O senador Lasier Martins (PDT-RS) lembrou nesta terça-feira (27) em Plenário os 12 anos de unificação de programas sociais no Bolsa Família, destacando que o maior programa de transferência de renda do mundo se transformou, em pouco mais de duas décadas, numa conquista social que tirou muita gente da extrema pobreza.

Diante da importância do Bolsa Família, Lasier Martins afirmou que ele precisa ser transformado em programa de Estado e não mais uma ação de governo.  Ele também declarou que o Bolsa Família precisa ser "blindado" contra eventuais problemas orçamentários e "pedaladas". E repudiou também a proposta de corte de parte do dinheiro previsto pelo relator do Orçamento de 2016 para Bolsa Família 2016. E criticou ainda atraso no repasse de verbas aos estados e municípios para a gestão do Bolsa Família.

— Os brasileiros que dependem desse programa não podem ser prejudicados pela inabilidade gerencial do Planalto. A situação de crise nas contas do governo afetou o recebimento do Bolsa Família por milhões de famílias necessitadas. Um programa dessa magnitude não pode ficar refém de pedaladas fiscais e artifícios contábeis para ser pago aos beneficiários.

Ele advertiu que o Bolsa Família não pode ter caráter assistencialista, e deve, sim, ser ponto inicial para que as pessoas mais pobres deixem a situação difícil em que se encontram e possam se desenvolver e entrar no mercado de trabalho.  O senador também defendeu  a criação de ações de controle e fiscalização e a avaliação contínua do real benefício do programa. “

— Isso é essencial — afirmou.

Lasier Martins fez ainda um rápido histórico do Bolsa Família. Lembrou que tudo começou em 1986, quando o então professor Cristovam Buarque, hoje senador pelo PDT do Distrito Federal, lançou a ideia do bolsa-escola. Depois, já como governador de Brasília, Cristovam Buarque implantou o programa, ação adotada por outras cidades.

Depois, segundo o senador, o então governo de Fernando Henrique deu um caráter nacional ao bolsa-escola, somando-o ao auxílio gás e ao cartão alimentação. Ele disse que, à época, já eram beneficiadas 5 milhões de famílias. Em 2003, o governo Lula unificou todos esses programas, acrescentando a eles o Fome Zero.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)