Moka lamenta conflito entre índios e produtores rurais no Mato Grosso do Sul

Da Redação e Da Rádio Senado | 31/08/2015, 18h13 - ATUALIZADO EM 31/08/2015, 21h51

O senador Waldemir Moka (PMDB-MS) lamentou o agravamento dos conflitos entre índios e produtores rurais em seu estado e declarou esperar uma solução de conciliação que evite a violência. Moka ressaltou que mais de 90 propriedades rurais no Mato Grosso do Sul foram invadidas por índios, o que, segundo ele, tem levado os agricultores da região ao desespero.

— Existem propriedades como a que foi invadida, do saudoso sr. Pio Silva, que morreu com 100 anos e cujos filhos têm mais de 60 anos e que lá sempre viveram. Eu acho que um deles nasceu na própria fazenda. Portanto, estamos falando de uma propriedade de 50, 60 anos, às vezes mais. Como vamos pedir para esses produtores saírem de suas propriedades com uma mão na frente e outra atrás, sem a justa indenização do valor da terra nua? — disse.

Waldemir Moka negou a acusação, atribuída por ele a organizações não governamentais indigenistas, de estar incitando o conflito, mas reiterou o pedido de envio de forças federais e estaduais para proteger as vidas, especialmente na zona de fronteira.

O senador também pediu apoio à proposta de emenda à Constituição (PEC 71/2011) que estabelece regras para desapropriação de terras para demarcação de reservas indígenas. É a forma, ressaltou, de promover justiça aos produtores rurais e à população indígena. Ele informou que a proposta deve ser votada na próxima quarta-feira na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

— É uma coisa justa. É uma coisa que tenho certeza que, se aprovada, vai ser bom para o produtor, mas vai ser bom para os índios. O duro é ficar enganando os índios, estimulando-os a invadir a terra sabendo que isso daí não vai resolver o problema deles — ressaltou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)