Lobão se defende de acusações feitas em delação premiada

Da Redação | 12/03/2015, 17h55 - ATUALIZADO EM 12/03/2015, 18h24

O senador Edison Lobão (PMDB-MA) ocupou a tribuna nesta quinta-feira (12) para se defender da acusação de envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras. O nome de Lobão foi citado por Paulo Roberto Costa, ex-diretor da estatal, beneficiado com a delação premiada. Segundo Lobão, as acusações a ele, como a outros integrantes da lista de investigados, são injustas.

— É preocupante o poder que se confere, nas investigações sobre a Petrobras, ao instituto da delação premiada. Muitos, como eu, estão sendo injustamente acusados de atos que não praticaram e deverão submeter-se a um desgastante e injusto processo apenas porque o delator, para escapar dos seus crimes, mencionou seus nomes.

Lobão negou a afirmação de Costa de que teria pedido R$ 2 milhões para a campanha de Roseana Sarney ao governo do Maranhão em 2010, quando era ministro de Minas e Energia. Segundo o senador, a acusação é improcedente porque o doleiro Alberto Youssef, também em delação premiada, não confirmou ter feito o pagamento. O senador disse sequer conhecer o doleiro.

Outro ponto do depoimento de Costa contestado pelo senador é a parte em que o ex-diretor afirma ter se mantido no cargo de diretor que ocupava na Petrobras, em 2006, graças à ajuda de nomes da cúpula do PMDB, entre eles, Lobão. O senador disse que, nessa época, não era filiado ao partido.

— Em 2006, eu sequer era filiado ao PMDB, o que só vim a fazer no dia 9 de setembro de 2007, portanto, um ano depois, quando o senhor Paulo Roberto já estava mantido no cargo. Só vim a conhecer o referido diretor quando fui nomeado ministro em 2008.

Lobão também negou ter influenciado na escolha de qualquer diretor da empresa. Para ele, as acusações estão sendo feitas com base em depoimentos controversos, o que as torna inconsistentes.

— Não descansarei enquanto a minha verdade não vier à tona límpida, cristalina, provando a inconsistência e a improcedência desse processo. Era do meu dever dar uma satisfação a essa casa como sempre fiz quando se fez necessário. Já não podia calar diante da violência e da injustiça de que tenho sido vítima. Jamais os decepcionarei — concluiu o senador.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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