Aprovação de MP pode melhorar posição do Brasil em 'ranking' de portos, afirma Collor

Marilia Coêlho | 22/05/2013, 13h30

O presidente da Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado (CI), Fernando Collor (PTB-AL), afirmou, nesta quarta-feira (22), durante reunião do colegiado, que a MP dos Portos pode favorecer a elevação do Brasil no “ranking” dos melhores portos do mundo que movimentam containers. Ele citou um levantamento da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro que coloca o Brasil na 35ª posição entre 40 portos pesquisados.

Collor afirmou ainda que o setor portuário brasileiro vive um paradoxo, já que, segundo o estudo da Firjan, os portos exclusivos para movimentação de minério de ferro estão entre os melhores do mundo.

O único porto brasileiro presente na lista de terminais de containers é o de Santos, que ocupa o 35º lugar. O senador explicou que, em comparação a portos da Europa, dos Estados Unidos e Ásia, o porto de Santos movimenta uma carga modesta. Em 2012, Santos movimentou 3,2 milhões de TEUs (medida usada para os containers), enquanto que o porto de Cingapura e o de Xangai têm capacidade para 25 milhões de TEUs.

- O estudo indica que investimentos em ampliação de capacidade, modernização de equipamentos e melhorias no sistema de gerenciamento eletrônico de carga poderiam elevar o Brasil à 17ª posição, em apenas três anos, um salto que pode ser favorecido com a recente aprovação da MP dos Portos no Congresso – afirmou.

Collor disse ainda que a aprovação da MP dos Portos deixou os empresários do setor bastante otimistas, apostando no avanço dos investimentos. Ele citou uma avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI), segundo a qual a aprovação da MP possibilita a atração de investimento privado na expansão e modernização dos portos brasileiros.

O presidente da CI lembrou, porém, que o governo tem agora o desafio de acelerar os investimentos em logística.

- Para os analistas do setor, o maior desafio do governo, agora, será o de acelerar os investimentos em logística, pois não adianta liberar a construção de novos terminais se não houver rotas de escoamento até os portos, seja por meio de rodovias, ferrovias ou hidrovias – disse.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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