CDH discute saúde de servidores intoxicados por inseticida

Da Redação | 21/10/2011, 16h31

As condições de saúde dos servidores da extinta Superintendência de Combate à Malária (Sucam) será tema, na terça-feira (25), de audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). Muitos dos servidores que trabalharam no combate a endemias no Brasil alegam ter sido intoxicados pelo DDT, inseticida usado no trabalho.

Chamados popularmente de guardas da malária, os trabalhadores dizem que utilizavam o inseticida sem ter tido treinamento adequado. Atualmente, centenas desses trabalhadores tentam provar na Justiça a intoxicação por DDT. Levantamento realizado pela Assembléia Legislativa do Acre aponta que, desde 1994, pelo menos 50 pessoas morreram devido ao envenenamento pelo inseticida.

Usado durante mais de 50 anos no combate à malária no Brasil, o DDT foi banido de diversos países já na década de 70 e, no Brasil, a proibição definitiva veio em 2009. Entre os sintomas atribuídos à intoxicação por DDT estão tremores, problemas no sistema nervoso e dor nas articulações. Há, ainda, estudos que apontam para o risco de câncer.

Foram convidados para a audiência pública o presidente da Fundação Nacional da Saúde (Funasa), Gilson de Carvalho Queiroz Filho; o chefe da Secretaria de Vigilância de Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa; e o presidente da Associação DDT- A Luta Pela Vida, Aldo Moura.

A audiência está marcada para as 10h, na sala 2 da Ala Nilo Coelho.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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