Sibá suspeita que José Adalberto seria agente duplo no PT
Da Redação | 11/07/2005, 00h00
O senador Sibá Machado (PT-AC) suspeitou que o dirigente petista no Ceará José Adalberto Vieira da Silva tenha se tornado "um agente duplo" no PT. O dirigente foi preso em São Paulo na última sexta-feira (8) com uma mala com R$ 200 mil e outros US$ 100 mil escondidos na cueca, quando tentava embarcar em vôo para o Ceará. Ele é assessor do líder da bancada do PT na Assembléia Legislativa daquele estado, deputado José Nobre Guimarães, irmão do ex-presidente do PT, José Genoino - que renunciou ao cargo um dia após a prisão de José Adalberto.
Sibá negou que o PT estivesse tentando, por meio do assessor, enviar para o exterior dinheiro que teria em sua sede.
- Será que, se tivéssemos dinheiro guardado dentro de malas na sede do PT, seríamos tão burros a ponto de mandar alguém pegar um avião e ir com esse dinheiro para o exterior?- disse.
O representante acreano disse estranhar que o dirigente tenha dito a todos que iria para a cidade cearense de Aracati, mas tenha sido preso pela Polícia Federal dois dias depois em São Paulo. Também estranhou que José Adalberto tenha recusado a visita do advogado do partido, mas tenha procurado uma das bancas de advocacia mais renomadas do estado de São Paulo.
- Todos queremos saber o que esse cidadão foi fazer em São Paulo e a mando de quem - defendeu.
Referindo-se à apreensão feita nesta segunda-feira em Brasília de malas de dinheiro em posse do deputado federal João Batista Ramos da Silva (PFL-SP), Sibá Machado afirmou ainda que seu partido não irá envolver ninguém num "campeonato de acusações" para fazer contraponto às denúncias que estão sendo feitas ao PT. Para ele, isso seria entrar em "uma onda de terror".
Em aparte, o líder do PFL, senador José Agripino (RN), disse que Sibá Machado estava demonstrando ser uma pessoa sensata por não acolher o conselho que lhe deram de fazer o contraponto entre o que está ocorrendo com o PT e o que supostamente aconteceu com o PFL. De acordo com Agripino, o senador Marcelo Crivella (PL-RJ) esclareceu que os recursos encontrados com o deputado João Batista são de propriedade da Igreja Universal do Reino de Deus.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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