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O que trava as patentes no Brasil?

Maria Fernanda Oliveira (sob supervisão)
Publicado em 19/6/2026

O que é uma patente?

Uma patente é definida como um título de propriedade temporária sobre uma forma de inovação - seja uma invenção totalmente original ou uma melhoria implementada sobre algo que já existe. Ela é concedida pelo Estado aos inventores, autores ou outros titulares.

Esse registro assegura ao empreendedor o direito exclusivo sobre suas criações, garantindo que ele tenha o controle total sobre a sua exploração econômica. Na prática, a patente funciona como uma proteção legal que impede que terceiros fabriquem, usem ou vendam a invenção sem a devida permissão.

No Brasil, o órgão governamental responsável pelo recebimento, análise e aprovação dos pedidos de patente é o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

Obstáculo ou incentivo?

Júlio César Moreira

Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

A patente é, sobretudo, um incentivo à inovação. Ao assegurar ao inventor um direito temporário de exclusividade sobre a sua criação, o sistema estimula investimentos em pesquisa, desenvolvimento e transferência de tecnologia, atividades que envolvem riscos e elevados custos. Ao mesmo tempo, a patente não existe apenas para proteger o inventor. Ela também promove a disseminação do conhecimento, uma vez que as informações técnicas da invenção são tornadas públicas. Dessa forma, o sistema busca equilibrar proteção e acesso ao conhecimento, favorecendo tanto a inovação quanto o desenvolvimento tecnológico e econômico da sociedade.
Júlio César Moreira
Presidente do INPI

Por que as patentes existem?

As patentes existem, fundamentalmente, para proteger as inovações e garantir que os inventores e empreendedores tenham direitos exclusivos sobre suas criações.

Elas funcionam, em princípio, como um mecanismo de incentivo à inventividade, assegurando que quem investiu tempo e recursos em uma nova solução possa colher os frutos de seu trabalho sem ser copiado imediatamente pela concorrência.

José Carlos Silveira Barbosa Júnior

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Para empresas que investem em pesquisa e desenvolvimento, a patente é o instrumento que viabiliza o modelo de negócios, uma vez que o período de exclusividade permite recuperar os investimentos em P&D antes que concorrentes copiem a invenção e derrubem os preços. Setores intensivos em inovação — farmacêutico, agroquímico, biotecnologia e tecnologia da informação — precisam de segurança jurídica previsível para tomar decisões de longo prazo, tais como instalação de plantas industriais, contratação de pesquisadores e investimentos em ensaios clínicos.
José Carlos Silveira Barbosa Júnior
Consultor legislativo do Senado do Núcleo de Direito dos Negócios

Objetivos de uma patente:

🔗 Proteção do investimento e do esforço
A patente serve para salvaguardar os esforços e investimentos realizados em pesquisa e desenvolvimento, garantindo ao inventor o direito de impedir que terceiros fabriquem, usem ou vendam sua criação sem autorização.

💎 Criação de um ativo de negócio
Elas existem para transformar uma ideia em um patrimônio tangível do inventor ou da empresa. Esse título de propriedade aumenta o valor de mercado do negócio e funciona como um ímã para atrair investimentos, pois demonstra segurança jurídica e potencial de crescimento.

🌟 Diferencial competitivo e de mercado
A exclusividade proporcionada permite que as empresas se destaquem no mercado, servindo como uma barreira legal contra a concorrência desleal. Isso permite que o detentor da patente explore economicamente sua invenção de forma única durante o período de concessão.

🔋 Estímulo ao desenvolvimento tecnológico
Ao garantir um título de propriedade temporária, o sistema incentiva a divulgação de novas tecnologias. Em troca da proteção e da exclusividade, o inventor torna pública a sua solução, o que contribui para o avanço do conhecimento técnico global.

🚪 Abertura de oportunidades
Além da proteção direta, as patentes existem para abrir portas para novas oportunidades de negócios e parcerias estratégicas, facilitando licenciamentos e colaborações comerciais.

Entraves à efetividade:

💸 Subfinanciamento do INPI
Embora o INPI se sustente com as taxas que cobra por seus serviços, ele não pode se valer de todo esse dinheiro — parte dele fica à disposição do Tesouro Nacional, através de contingenciamento. Em 2021, por exemplo, a autarquia arrecadou cerca de R$ 835 milhões, mas só pôde gastar R$ 100 milhões em despesas discricionárias, como contratação de pessoal e modernização de sistemas. Sem recursos para mais examinadores e tecnologia, o INPI não conseguia acompanhar a demanda de pedidos de patentes.

🐌 Lentidão nos exames
A consequência direta do subfinanciamento é a fila de patentes. Em agosto de 2019, quase 150 mil pedidos aguardavam análise, com espera de até 10 anos. Isso é particularmente grave porque o prazo de uma patente começa a contar na data do depósito, não na concessão — ou seja, cada ano de espera é proteção perdida. Em patentes farmacêuticas, que em 2025 levavam em média 6,8 anos para análise, o inventor pode sair da fila com apenas 13 dos 20 anos de exclusividade previstos em lei. O tempo médio geral em 2025 era de 4,3 anos, ainda acima dos padrões internacionais.

❓ Insegurança jurídica decorrente da extensão automática do prazo
Por anos, a Lei de Patentes tentou compensar a demora do INPI estendendo automaticamente o prazo das patentes, sem limite definido. Isso gerava incerteza sobre quando os monopólios terminariam. Uma consequência era o atraso no desenvolvimento de medicamentos genéricos, com pressão sobre os gastos do SUS. Em 2021, o STF declarou esse mecanismo inconstitucional por violar a livre concorrência e o direito à saúde. A decisão resolveu o problema imediato, mas deixou os inventores sem qualquer compensação pela demora. Essa é uma lacuna que o debate legislativo ainda não conseguiu fechar.

No Brasil, o governo federal se equilibra sobre uma tensão estrutural no que se refere às regras e ao propósito das patentes, uma vez que ele é, simultaneamente, promotor e usuário do sistema.

Por um lado, ele depende de um ambiente de inovação saudável para o desenvolvimento econômico. Por isso, é do interesse do Estado que a proteção concedida pelas patentes a inovadores e empresas seja forte o suficiente para motivar os esforços e investimentos necessários para a criação de novas tecnologias e conhecimentos.

Ao mesmo tempo, o governo é o maior comprador de medicamentos do Brasil, através do Sistema Único de Saúde (SUS). Dessa forma, paga preços mais altos enquanto uma patente farmacêutica está em vigor. Segundo um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), de 2021, a extensão dos prazos de vigência das patentes de nove medicamentos adquiridos pelo SUS representaria um custo adicional de até R$ 3,9 bilhões durante o período adicional.

Por que a demora prejudica?

No sistema de patentes, o tempo é parte essencial da proteção. A Lei de Propriedade Industrial estabelece que o prazo de vigência de uma patente de invenção é de 20 anos contados da data do depósito, não da data da concessão. Cada ano que um pedido passa na fila do INPI sem ser analisado é um ano subtraído do período efetivo de exploração comercial da invenção.

Se o INPI leva 7 anos para conceder uma patente farmacêutica, como indicam os dados mais recentes, o titular terá, na prática, apenas 13 anos de exclusividade sobre uma invenção em que pode ter investido décadas de pesquisa e centenas de milhões de reais.
José Carlos Silveira Barbosa Júnior
Consultor legislativo do Senado do Núcleo de Direito dos Negócios

Para empresas: A patente é o instrumento que viabiliza o modelo de negócios. O período de exclusividade permite recuperar os investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Setores como o farmacêutico, o agroquímico, a biotecnologia e a tecnologia da informação dependem de segurança jurídica previsível para tomar decisões de longo prazo: instalação de plantas industriais, contratação de pesquisadores, investimentos em ensaios clínicos. A demora na concessão pode reduzir a atratividade de novos investimentos.

Para pesquisadores e universidades: O atraso na análise de uma patente pode ser contestada judicialmente, mas inovadores do mundo acadêmico têm menos estrutura para investir nesse tipo de litigância (ao contrario de grandes empresas, por exemplo, com departamentos jurídicos especializados). Inventores individuais e instituições de pesquisa perdem direitos com mais frequência não porque desistiram, mas porque o sistema é complexo demais para quem não tem suporte operacional.

O que uma patente assegura?

O titular da patente tem o direito legal de impedir terceiros de produzir, usar, colocar à venda, vender ou importar o produto ou processo protegido, sem o seu consentimento. No Brasil, o direito divide-se em duas categorias:

Patente de Invenção (PI): Destinada a criações totalmente inéditas, que tragam uma nova solução para um problema técnico.
Exemplo: um novo princípio ativo de medicamento
Validade: 20 anos a partir da data do depósito

Fábrica de medicamentos
Foto: Peter Ilicciev/Fiocruz Imagens

Patente de Modelo de Utilidade (MU): Destinada a melhorias funcionais ou de uso em objetos que já existem, resultando em maior eficiência ou comodidade.
Exemplo: um novo formato ergonômico de uma ferramenta
Validade: 15 anos a partir do depósito

Ferramenta ergonômica
Foto: Magnific

Qual é o principal desafio das patentes hoje?

O principal desafio é garantir que o sistema continue respondendo com eficiência e segurança jurídica a um cenário tecnológico cada vez mais complexo e dinâmico. Novas tecnologias, como a inteligência artificial, surgem em ritmo acelerado e exigem constante atualização técnica, regulatória e institucional por parte dos institutos de propriedade industrial.

No caso do Brasil, temos avançado de forma consistente na modernização dos serviços do INPI, na redução dos prazos de exame e na ampliação da qualidade das decisões. O objetivo é oferecer um ambiente favorável à inovação, capaz de estimular investimentos, fortalecer a competitividade das empresas e contribuir para o desenvolvimento econômico do país.

Júlio César Moreira
Presidente do INPI

Como conseguir uma patente?

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Que diferença faz para a saúde?

Os efeitos das patentes podem ser observados em diferentes áreas da economia, mas ganham destaque especial na indústria farmacêutica. Isso porque a proteção concedida a medicamentos inovadores costuma envolver temas de grande interesse público, como investimentos em pesquisa, acesso a tratamentos e sustentabilidade dos sistemas de saúde.

Para entidades ligadas à inovação, a proteção patentária é um instrumento essencial para garantir segurança aos investimentos realizados pelas empresas. O desenvolvimento de um novo medicamento pode levar anos de pesquisa e exigir elevados recursos financeiros, o que torna a exclusividade temporária um dos mecanismos para viabilizar esses investimentos.

Thiago Falda

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Menos de 5% de todas as pesquisas iniciadas se transformam em tecnologias viáveis e tratamentos concretos. Antes de chegar aos pacientes, uma nova terapia passa por anos, por vezes décadas, de pesquisa, testes laboratoriais, estudos clínicos e avaliações regulatórias. Oferecendo proteção temporária para a inovação, o sistema de patentes cria condições para que esses investimentos sejam realizados, contribuindo para o avanço de pesquisas em novos medicamentos, diagnósticos e tecnologias voltadas à saúde.

Thiago Falda
Presidente-executivo da Associação Brasileira de Bioinovação (ABBI) e porta-voz do Movimento Brasil pela Inovação (MBI)

Por outro lado, parte da indústria farmacêutica nacional argumenta que o sistema deve evitar mecanismos que prolonguem excessivamente a exclusividade comercial dos produtos. Para esse setor, a preocupação não está na existência das patentes, mas em medidas que possam retardar a entrada de medicamentos genéricos, similares e biossimilares no mercado.

Reginaldo Arcuri

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A proteção patentária pode dificultar o acesso a medicamentos quando deixa de funcionar como incentivo legítimo à inovação e passa a prolongar exclusividades comerciais de forma excessiva. Nessas situações, a ausência de concorrência tende a manter preços mais elevados por mais tempo, com impacto ainda mais sensível em medicamentos de alto custo, de uso contínuo ou essenciais para políticas públicas de saúde.

Reginaldo Arcuri
Presidente executivo do Grupo FarmaBrasil

Genéricos

Os medicamentos genéricos estão no centro do debate sobre patentes. Para Reginaldo Arcuri, a entrada desses produtos após o término da exclusividade amplia a concorrência e reduz os custos dos tratamentos.

— A entrada de genéricos provoca redução imediata e expressiva dos preços. Para o sistema público, isso significa que o mesmo orçamento passa a cobrir mais pacientes ou a ser realocado para outras necessidades. Para o setor privado e para os consumidores, significa acesso a tratamentos que antes eram financeiramente inviáveis.

Já Thiago Falda aponta que os genéricos só passam a existir após o desenvolvimento de uma tecnologia inovadora, processo que demanda anos de pesquisa e investimentos elevados.

— O sistema de patentes foi concebido para equilibrar inovação e acesso. A proteção é sempre temporária e, após seu término, a tecnologia passa a ser de domínio público, permitindo que outras empresas produzam versões equivalentes, como os medicamentos genéricos, ampliando a concorrência e contribuindo para a expansão do acesso da população aos tratamentos. Portanto, para que exista um novo medicamento genérico é preciso que antes exista uma nova tecnologia, uma inovação.

Embora partam de perspectivas diferentes, os representantes das duas entidades reconhecem a importância dos genéricos para ampliar o acesso aos tratamentos. A divergência está no momento em que essa concorrência deve ocorrer: enquanto Arcuri enfatiza os ganhos gerados pela entrada dos concorrentes após o fim da exclusividade, Falda defende que o período de proteção seja suficiente para garantir retorno aos investimentos realizados em pesquisa e desenvolvimento.

Atrasos

Outro ponto que divide especialistas e representantes do setor produtivo envolve a possibilidade de compensar atrasos na análise dos pedidos de patente. O tema ganhou destaque após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em 2021, que derrubou o mecanismo que permitia a extensão automática do prazo de vigência das patentes em determinadas situações.

Para Thiago Falda, o desafio é evitar que inventores e empresas sejam prejudicados pela demora do próprio Estado na concessão dos registros. A entidade defende a adoção de mecanismos de compensação para atrasos excessivos causados pelo poder público.

— O sistema brasileiro de patentes é essencial para a proteção da inovação, mas ainda enfrenta desafios importantes quando analisamos sua capacidade de oferecer previsibilidade e segurança para investimentos de longo prazo. Um primeiro passo seria aprovar no Brasil um mecanismo chamado Patent Term Adjustment (PTA), que corrige desequilíbrios causados por atrasos do próprio Estado na análise de patentes.

Reginaldo Arcuri, por sua vez, avalia que o caminho mais adequado é fortalecer a estrutura do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), sem ampliar períodos de exclusividade. Para ele, a decisão do STF trouxe maior previsibilidade ao sistema e evitou prazos de proteção superiores aos praticados internacionalmente.

— O INPI vem reduzindo de forma expressiva o backlog de análises, o que reforça a importância de medidas voltadas ao fortalecimento institucional do órgão. Ao ampliar sua capacidade operacional, é possível reduzir atrasos, aumentar a segurança jurídica e melhorar o ambiente de inovação sem a necessidade de estender períodos de proteção patentária.

O que pensa o Congresso?

Atualmente, o Senado Federal discute projetos de lei que podem transformar o cenário da propriedade industrial no país. O destaque é o PL 4972/2019, de autoria do Senador Confúcio Moura (MDB-RO), recentemente aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). O objetivo central dessa proposta é enfrentar o chamado backlog — o atraso acumulado no exame de pedidos — e modernizar a gestão do INPI.

As principais mudanças propostas pelo projeto incluem:

Redução de prazos técnicos: O tempo de sigilo dos pedidos cairia de 18 para 12 meses, e o prazo para o inventor solicitar o exame da patente seria reduzido de 36 para 18 meses

Resposta rápida: O prazo para o autor responder a exigências técnicas do INPI seria encurtado de 90 para 30 dias

Autonomia financeira: O projeto determina que os recursos arrecadados pelo INPI sejam reinvestidos obrigatoriamente no próprio Instituto, proibindo o repasse desses valores ao Tesouro Nacional 

Senador Confúcio Moura

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A grande demora na análise de pedidos de patentes no Brasil gera uma série de consequências graves para a nossa economia: aumento da insegurança jurídica, fuga de investimentos e diminuição do incentivo para inovação. Enquanto em outros países os prazos giram em torno de 3 anos, no Brasil chegamos a esperar mais de 10 anos por uma decisão.

Minha proposta (PL 4972/2019) busca alterar esse quadro de forma prática: reduzindo prazos processuais e conferindo maior autonomia orçamentária ao INPI. Ao garantir que os recursos do próprio Instituto sejam reinvestidos nele, facilitaremos sua modernização e a expansão de seus quadros técnicos. Nosso objetivo é garantir que o Brasil tenha um arcabouço legal de proteção à propriedade industrial que realmente funcione e impulsione o desenvolvimento
Senador Confúcio Moura
(MDB-RO)

O senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) foi ministro de Ciência e Tecnologia de 2019 a 2022 e teve contato próximo coma realidade e as consequências do sistema de patentes. Para ele, a modernização do sistema não é uma escolha entre endurecer ou flexibilizar as regras, mas sim encontrar um ponto de equilíbrio que dê garantias ao agente da inovação sem transformar a exclusividade em uma barreira eterna.

Senador Marcos Pontes

Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

A propriedade intelectual é instrumento de fomento à inovação e de atração de investimento. Quem inventa precisa de segurança jurídica para que valha a pena investir. Mas proteção excessiva ou prazos imprevisíveis também distorcem a concorrência e atrasam a chegada da tecnologia à sociedade. O problema sempre foi operacional: a lentidão do exame, o famoso "backlog". Regra boa no papel só funciona com um INPI bem estruturado, com autonomia orçamentária e gente suficiente. Reforma pontual sempre cabe, mas a urgência maior é institucional, não textual.

Hoje vivemos uma realidade marcada pela inteligência artificial, computação quântica, biotecnologia, medicina personalizada e novas formas de produção de conhecimento. Nesse contexto, precisamos de aperfeiçoamentos institucionais e normativos que tornem o sistema mais ágil, previsível e compatível com os desafios tecnológicos. O principal ponto é garantir que a inovação aconteça na velocidade do mundo moderno, sem abrir mão da segurança jurídica.

Senador Astronauta Marcos Pontes
(PL-SP)

Reportagem: Maria Fernanda Oliveira (sob supervisão)
Edição: Guilherme Oliveira
Infografia: Fernando Ribeiro
Edição de imagens e multimídia: Bernardo Ururahy
Foto de capa: Aliaksandr/Adobe Stock