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Hífen

15/08/2012 - 23h03 | Atualizado em 16/06/2016 - 17h45


O novo Acordo Ortográfico alterou o uso do hífen. Confira:

 

Formações com prefixos e falsos prefixos

Prefixos: ante, anti, circum, co, contra, entre, extra, hiper, infra, intra, sobre, sub, super, supra, ultra.

Falsos prefixos: aero, agro, arqui, auto, bio, eletro, geo, hidro, macro, maxi, micro, mini, multi, neo, pan, pluri, proto, pseudo, retro, semi, tele.

 

Use hífen quando a palavra seguinte começar com h ou com vogal igual à última do prefixo: anti-inflamatório, micro-ondas, auto-observação, anti-herói, anti-higiênico, super-homem, mini-hotel, neo-helênico, co-herdeiro, sobre-humano, pré-história, sub-hepático, auto-hipnose, neo-humanismo, semi-hospitalar, proto-história, anti-horário.


O governo planeja um conjunto de medidas anti-inflacionárias.


A Comissão de Direitos Humanos avaliará projeto da lei anti-homofobia.

 

Nos demais casos, escreva junto: aeroespacial, agroindustrial, autoaprendizagem, contraindicação, minirreforma, macroeconomia, ultrassom, minissaia, autossustentável.

 

Senadores defendem o aumento dos investimentos em educação para a região do semiárido.

 

De acordo com o novo texto, o preso em regime fechado ou semi-aberto (semiaberto) poderá reduzir sua pena em um dia para cada 20 horas de frequência escolar.

 

Observe que, quando elemento termina por vogal e o segundo começa por r ou s, as consoantes são duplicadas: antirreligioso, autorregulamentação, contrassenha, macrorregião, autorretrato, ultrassonografia, microssistema, contrarreforma.

 

— É preciso identificar os transtornos de conduta que levam a um comportamento antissocial — afirmou psiquiatra em audiência pública sobre bullying.

 

O presidente do Conselho Federal de Autorregulamentação Publicitária participou de debate na CCJ.

 

Quando o primeiro elemento é acentuado (pós, pré, pró), usa-se hífen: pós-graduação, pré-datado, pré-escolar, pré-história, pré-natal, pró-africano, pré-sal.

 

Getúlio Vargas liderou o governo de transição pós-revolução de 1930.

 

Co, pro, pre e re não levam hífen; unem-se ao segundo elemento mesmo se este for iniciado por o ou e: coorganizar, coordenar, cooperação, coirmão, coorganizador, preestabeler, predeterminado, reedição, reeleição, reempossar.

 

É proibida a reedição, na mesma sessão legislativa, de uma medida provisória rejeitada pelo Congresso ou que tenha perdido a validade por decurso de prazo.

 

Recém exige hífen em qualquer situação: recém-nascido, recém-casado, recém-empossado, recém-eleita.

 

Os parlamentares avaliarão os recém-divulgados dados do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) sobre a economia brasileira.

 

O senador espera que o recém lançado Plano Brasil Maior dê impulso à indústria nacional.

 

recém empossada ministra da Casa Civil visitou o Senado.

 

Ex e vice exigem hífen sempre.

 

O ex-vice-presidente José Alencar morreu em março de 2011.

 

Não use hífen em compostos formados com não: organização não governamental, pacto de não proliferação de armas nucleares, não índios.

 

O diretor-executivo da organização não governamental disse que o sistema de cotas raciais é apenas um dos tipos de ações afirmativas atualmente em uso no Brasil.

 

Projeto de lei do Senado estipula que a Anvisa deverá intensificar as fiscalizações contra remédios não autorizados.

 

Senador quer maior controle sobre alimentos não-saudáveis.

 

 

Como prefixo, bem exige hífen sempre: bem-arrumado, bem-afortunado, bem-aceito, bem-sucedido, bem-humorado, bem-estar, bem-querer.

Há, no entanto, compostos em que bem aglutina-se com o segundo elemento: benfeito, benfazer, benfeitor, benquerer, benquisto.

 

O prefixo mal exige hífen antes de vogal, h e l: mal-acabado, mal-agradecido, mal-humorado, mal-intencionado, mal-lavado, mal-estar, mal-entendido. Nos demais casos, escreve-se sem hífen, com aglutinação: malcriado, malfeito, malsucedido.

 

Fique atento: quando usados como advérbios, bem e mal ficam separados, sem hífen nem aglutinação, da palavra que acompanham (como nos casos em que estão antes de particípio):

 

— Nosso parecer é bem elaborado e não dará margem a mal-entendidos — garantiu o relator.

 

— Tenho certeza de que o plano agrícola será bem executado afirmou a presidente da comissão.

 

O recurso público é limitado e precisa ser bem aplicado.

 

— O projeto de lei foi mal feito — justificou o presidente da comissão.

 

Sem: quando formar adjetivo ou substantivo composto, leva hífen: sem-cerimônia, sem-família, os sem-terra, os sem-teto, os sem-vergonha, os sem-pão.

 

A senadora afirmou que os movimentos de sem-terra não são os responsáveis pela violência no campo.

 

Casos de dupla grafia: proativo/pró-ativo, preeleito/pré-eleito, prerrequisito/pré-requisito, subumano/sub-humano, abrupto/ab-rupto, benquerer/bem-querer, má-formação (más-formações) ou malformação.

 

Palavras compostas

Este manual aborda normas gerais relacionadas ao uso do hífen em palavras compostas. Para esclarecer outras dúvidas não tratadas aqui, pesquise no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp), publicado pela Academia Brasileira de Letras (ABL) e disponível on-line.

 

Como regra geral, nas palavras compostas o hífen é usado quando o primeiro termo, por extenso ou reduzido, está representando por forma substantiva, adjetiva, numeral ou verbal: decreto-lei, mesa-redonda, arco-íris, tio-avô, conta-gotas, porta-aviões, guarda-noturno, boa-fé, má-fé.

 

Porém, alguns compostos perderam a noção de composição e passaram a ser escritos aglutinadamente: girassol, madressilva, pontapé, paraquedas, paraquedista, mandachuva.

 

A Comissão do Senado de Reforma do Código Penal é formada por juristas encarregados de rever o Decreto-Lei 2.848/1940.

 

Palavras compostas ligadas por preposição: os nomes compostos ligados por preposição perderam o hífen, tal como mão de obra, lua de mel, dia a dia, boca de urna, pé de moleque, pão de ló, queda de braço, cara de pau, olho de sogra, brigadeiro do ar, camisa de força, maria vai com as outras, passo a passo, faz de conta, calcanhar de aquiles.

 

O senador Paulo Paim disse ainda ser contrário ao projeto que permite a terceirização de mão-de-obra nas atividades-fim das empresas.

 

Mas não são todos esses compostos que perderam o hífen. Os nomes das espécies animais e botânicas continuam com o traço. É o caso de cana-de-açúcar, pimenta-do-reino, copo-de-leite, castanha-do-pará, louva-a-deus  (veja mais detalhes abaixo).

 

Restaram também algumas exceções à regra geral: água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, ao deus-dará, mais-que-perfeito, pé-de-meia, à queima-roupa.

 

Espécies vegetais e animais: use hífen nos compostos que designam espécies botânicas ou zoológicas, estejam ou não os termos ligados por preposição ou qualquer outro elemento: bem-te-vi, couve-flor, joão-de-barro.

 

O biocombustível mais conhecido no Brasil é o etanol, produzido a partir da cana-de-açúcar.

 

baleia-franca poderá ser o símbolo do ecoturismo no Brasil, segundo determina projeto de lei aprovado ontem.

 

CRA deve votar projeto que cria auxílio para trabalhador da cana de açúcar.

 

Adjetivos pátrios: com as formas adjetivas afro, anglo, euro, franco, indo, luso, sino e assemelhadas, use hífen quando o segundo elemento é outro adjetivo pátrio, e a palavra, dessa forma, envolve mais de uma nacionalidade, etnia ou região de origem. Exemplos: afro-brasileiro, anglo-saxão, ibero-americano, euro-asiático, luso-brasileiro.

 

Durante seu mandato, o senador Abdias Nascimento apresentou vários projetos com objetivo de combater o racismo e buscar reparação à população afrodescendente. Também participou das primeiras articulações para criação de uma frente parlamentar afro-brasileira.

 

–fantasma: use hífen nos compostos em que a palavra “fantasma” assume papel de adjetivo, sugerindo a existência aparente, de fachada, de algo. Assim, grafam-se com hífen palavras compostas como entidade-fantasma, empresa-fantasma, conta-fantasma, cheque-fantasma. Não use aspas.

 

Os integrantes da comissão querem evitar a destinação de recursos a entidades-fantasma.

 

Indagado se acreditava na possibilidade de existência de funcionários-fantasma, o presidente do Senado reafirmou seu posicionamento de combater irregularidades na gestão da Casa.

 

Salário-mínimo: salário-mínimo (com hífen) é o trabalhador cuja remuneração é o salário mínimo (sem hífen). Plural: salários mínimos, salários-mínimos. Use salário-família, salário-base, salário-hora.

 

 

 

Locuções: não têm hífen, salvo em exceções consagradas pelo uso (à queima-roupa, ao deus-dará, por ex.). São grafadas sem hífen expressões com valor de substantivo como um disse me disse, tomara que caia, à toa, dia a dia, arco e flecha, calcanhar de aquiles.

 

— Ninguém chega a presidente da República à toa: é muito trabalho, é muita capacidade de articulação — afirmou o senador.


A representante do sindicato relatou à comissão os problemas enfrentados pelos trabalhadores no dia a dia por causa da falta de regulamentação da atividade.

 

O senador pediu a aprovação de voto de censura e repúdio à decisão da Promotoria Pública da Coroa Britânica, que inocentou os oficiais envolvidos no assassinato do brasileiro Jean Charles de Menezes, morto com oito tiros à queima-roupa.

 

Expressões latinas: não têm hífen, a não ser: ex-libris, pró-labore, mea-culpa.

 

A Constituição determina que o habeas corpus será concedido sempre que alguém sofrer ou estiver ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder.

 

Cargos: escrevem-se com hífen os cargos:

 

  • formados pelo adjetivo “geral": diretor-geral, relator-geral, ouvidor-geral; procurador-geral, secretário-geral;
  • postos e gradações da diplomacia: primeiro-secretário, segundo-secretário;
  • postos da hierarquia militar: tenente-coronel, capitão-tenente. Atenção: nomes compostos com elemento de ligação preposicionado ficam sem hífen: brigadeiro do ar, general de exército, general de brigada, tenente-brigadeiro do ar;
  • que denotam hierarquia dentro de uma empresa: diretor-presidente, diretor-adjunto, editor-chefe, editor-assistente, sócio-gerente, diretor-executivo.
  • formados por numerais: primeiro-ministro, primeira-dama, primeiro-secretário, inclusive os cargos da Mesa do Senado, da Câmara e do Congresso. Nesse caso, o algarismo arábico só deve ser usado como recurso para economizar espaço, por exemplo, no título.

 

diretora-geral do Senado divulgou nota sobre o concurso público da instituição.

 

Gentílicos: adjetivos derivados de nome geográfico composto levam hífen, contendo ou não elementos de ligação: juiz-forense, santa-mariense, belo-horizontino, sul-rio-grandense, sul-mato-grossense.

 

O educador e escritor norte-rio-grandense Luís da Câmara Cascudo foi homenageado pelo Senado na data de 25 anos de sua morte.

 

Nomes geográficos compostos: usa-se hífen nos nomes geográficos compostos por forma verbal, naqueles ligados por artigo e também com as formas grã ou grão: Passa-Quatro, Baía de Todos-os-Santos, Entre-os-Rios, Grão-Pará, Grã-Bretanha.

 

Comissão debate o seguro agrícola em Não-Me-Toque, no RS.

 

Sufixos: nas palavras terminadas por sufixos de origem tupi-guarani que representam formas adjetivas, como açu (grande), guaçu (grande) e mirim (pequeno), emprega-se hífen quando o 1º elemento termina por vogal acentuada ou quando a pronúncia exige a distinção gráfica dos dois elementos: Ceará-Mirim, capim-açu.

 

Piranhas-Açu, no Rio Grande do Norte, é uma das bacias que deverão receber água do Rio São Francisco após a transposição.

 

Prefixos: os prefixos em nomes, como os de rodovia e aeronave, são ligados por hífen.


Passará a chamar-se Rodovia Guimarães Rosa o trecho da BR-135 entre Januária (MG) e o entroncamento da estrada BR-040 em Curvelo (MG).


O senador solicita informações sobre as origens e os destinos de voos do avião particular prefixo PR-AJT desde 2009, assim como nomes de passageiros e tripulantes de cada um dos voos.

 

Cadeia vocabular: use hífen para unir termos que se combinam sem necessariamente formar vocábulos. É o caso de encadeamentos do tipo: Ponte Rio-Niterói, linha Norte-Sul,  Rodovia Rio-São Paulo.

 

A concessionária que em 1998 ganhou a licitação para assumir o serviço durante 25 anos renováveis, chamada Barcas S/A, opera outras quatro linhas hidroviárias no estado do Rio: Praça XV-Paquetá, Praça XV-Charitas, Angra dos Reis-Ilha Grande, Mangaratiba-Ilha Grande e Rio de Janeiro-Cocotá.

 

A exposição faz parte do intercâmbio cultural Brasil-Alemanha e deve estar nas comemorações do Ano da Alemanha no Brasil, programado para 2013.

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