Setembro amarelo
O cuidado com a saúde mental envolve reconhecer limites emocionais e entender que sofrimento não deve ser enfrentado de forma isolada. Estruturar uma rotina de autocuidado e cultivar boas relações sociais são atitudes que fortalecem o bem-estar e reduzem os impactos do estresse no cotidiano.
Pequenas alterações na rotina diária atuam como fatores de proteção para a saúde do cérebro. Praticar atividades físicas, regular o tempo de sono e diminuir a exposição contínua a telas ajuda a desacelerar o sistema nervoso.
Estabeleça pausas durante a jornada de trabalho e cultive momentos de lazer ao ar livre para regular os níveis de estresse.
O autocuidado diário não substitui o tratamento profissional, mas fortalece o organismo e amplia a resistência emocional aos desafios.
Veja as principais causas de doenças mentais:
Ansiedade
Tem gente que confunde com doenças físicas: de repente a boca seca, o coração acelera, algumas partes do corpo, como mãos e pescoço, ficam geladas. A respiração encurta e perde o ritmo. A sensação é a de que o chão saiu de debaixo dos pés. Crise de ansiedade. E o Brasil é um dos país que mais registra transtornos assim.
Diagnósticos de ansiedade e depressão cresceram 25% a partir da pandemia de covid-19, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, a população afetada narra impactos diretos no sono, na capacidade de concentração, no rendimento profissional e na convivência social.
Reações de ansiedade diante de momentos de pressão são normais e esperadas. O alerta surge quando sintomas se tornam frequentes, intensos e passam a limitar a rotina diária.
O diagnóstico precoce e a orientação profissional permitem identificar o transtorno e estruturar o tratamento adequado.
Burnout
O burnout é classificado pela OMS como um fenômeno estritamente ligado ao ambiente de trabalho. Os sinais de alerta incluem insônia, dores corporais constantes, dificuldade de concentração e sensação frequente de incompetência.
A condição resulta do estresse crônico não gerenciado e se manifesta por exaustão física, distanciamento emocional das tarefas e queda na produtividade. Reconhecer o esgotamento e impor limites às exigências profissionais são passos essenciais para interromper o avanço do quadro.
Depressão
Vai além de tristeza. Alterações bioquímicas no cérebro, como deficiência de neurotransmissores (serotonina, dopamina e noradrenalina), eventos estressantes como o luto, doenças crônicas e fatores sociais contribuem para o desenvolvimento da depressão.
Acredita-se que 40% do risco da doença venha da genética individual, mas outros fatores de risco são externos: problemas financeiros, conflitos familiares, doenças, dependência de alcool ou drogas ilícitas. Também contibuem para o quadro estresse crônicos e transtornos psiquiátricos, entre outros.
Suicídio
A mortalidade por suicídio entre homens é mais que o dobro da registrada entre mulheres no Brasil, mas a realidade das Américas vem mudando: as mulheres vêm tirando cada vez mais a própria vida. Elas também registram cinco vezes mais tentativas de suicídio que os homens.
Entre eles, o suicídio tem ligação com o consumo de álcool e drogas, desemprego e violência urbana. Já para mulheres, desigualdade educacional e desemprego são alguns dos motivos.
Remédios e terapia são o tratamento conjunto mais amplamente aplicado, e é eficiente em 90 a 95% dos casos.
A busca por apoio profissional é fundamental para quem enfrenta momentos de sofrimento ou pensamentos suicidas.
O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece atendimento gratuito e sigiloso pelo telefone 188, em regime de 24 horas/7 dias por semana. A ligação é gratuita.