Viveiro

Informações sobre a construção e operação do viveiro do Senado

 

O Viveiro do Senado Federal é uma construção sustentável concebida a partir de duas premissas básicas: produzir plantas para a implantação e manutenção dos jardins e minimizar as emissões de CO² da instituição. Em fevereiro de 2012 foram iniciadas as suas atividades com a adoção dos chamados sistemas sustentáveis: aplicação de conceitos bioclimáticos de ventilação e iluminação naturais e também do reuso de materiais de qualidade refugados.

Foram aproveitados, por exemplo, na construção da estufa, vários vidros temperados descartados de dependências do Senado Federal. Os tijolos, por sua vez, foram todos fabricados utilizando a técnica construtiva do superadobe utilizando a própria terra retirada do local onde hoje está localizado o viveiro, fabricadas treliças de telhado com tubos de papelão e utilizada madeira de reflorestamento.

O Projeto do Viveiro conta com sistema de aproveitamento da água da chuva ( na irrigação e descarga ), tratamento das águas cinzas e negras ( esgoto ), reúso da água e aquecimento da mesma a partir painéis solares fotovoltaicos. A energia produzida é suficiente para garante o funcionamento de todo o viveiro e seu excedente é enviado para consumo do setor de transportes. Para saber mais sobre a construção do viveiro clique aqui e para baixar a cartilha sobre o viveiro clique aqui.

Em pleno funcionamento, o Viveiro do Senado Federal produz mudas de flores, forrações, arbustos e árvores para o uso no ajardinamento dos canteiros do Senado Federal e residências oficiais.

No último mês de março (2014), a produção excedente ( cerca de mil mudas nativas do cerrado ) foram doadas ao Jardim Botânico de Brasília (JBB) , numa inédita parceria de educação ambiental.

Toda a produção é feita de forma orgânica, sem a utilização de adubos químicos e sem pesticidas nocivos à saúde e ao meio ambiente.

Além da produção de mudas, são realizadas pesquisas direcionadas para a melhoria e a eficiência da própria produção, tais como: pesquisa com substratos de germinação, compostos e adubos orgânicos e quantificação de resgate de CO².

A principal contribuição do Viveiro do Senado Federal para o meio ambiente urbano é refletida na atuação plena do sistema de compostagem adotado, no qual aproximadamente 95% do resíduo orgânico produzido pela instituição (restos de alimentos dos restaurantes e lanchonetes, podas e corte de grama e borra de café) são processados localmente em duas grandes composteiras e transformados em adubo.