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Senado amplia para 24 meses jornada reduzida de mãe nutriz

07/10/2019 16:14

As servidoras do Senado que amamentam obtiveram a ampliação de 15 para 24 meses da jornada de trabalho reduzida. O benefício foi concedido por meio do Ato nº 3/2019 da Comissão Diretora, publicado na quinta-feira (3), quando passou a vigorar.

 

O artigo 3º do ato nº 3/2019 instituiu a jornada de trabalho de seis horas para a servidora até o último dia do mês em que a criança completar 24 meses de vida. A solicitação, possível inclusive às ocupantes de cargos de confiança, deverá ser encaminhada pelas servidoras interessadas.

 

Para Ilana Trombka, diretora-geral, a medida é mais uma mostra do comprometimento do Senado com causas importantes, como a educação na primeira infância.

 

— O Senado Federal hoje é um órgão que possui uma política de gênero muito concreta, madura, e que mostra em atos, não apenas no discurso, como fazer uma política interna que beneficie a seus servidores e a toda a sociedade — afirmou.

 

Para a servidora Natalia Manzi, coordenadora de Atenção à Saúde do Servidor, a iniciativa foi vista como uma decisão feliz da alta direção da Casa.

 

— É digna de elogios por dar atenção e facilitar a vida da mãe em uma das fases mais importantes para a saúde e bem-estar da família — enalteceu Natália, que é mãe de Tiago, um bebê de um ano que ainda está sendo amamentado.

 

A servidora ponderou que o ato nº 3/2019 alinha o Senado às recomendações do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e do Ministério da Saúde, que preconizam a amamentação materna até os dois anos de vida do bebê.

 

Natália explicou que a amamentação favorece a criança ao promover ganhos nutricionais e imunológicos. A mãe nutriz também é beneficiada com o aumento da resistência ao câncer de mama, entre outras vantagens para a saúde.

 

— Temos que destacar ainda o vínculo que a amamentação gera entre a mãe e a criança. É uma ligação afetiva, emocional, que se torna ainda mais duradoura — ressaltou.

 

União de mães

A publicação do ato foi comemorada efusivamente em comunidade das mães do Senado no Whatsapp, que agrega 63 servidoras. Além da alegria, sobraram elogios para o grupo de aproximadamente 15 servidoras que carregou a bandeira da jornada reduzida para a mãe nutriz.

 

Mesmo após terem obtido a redução de jornada por 15 meses, em 2016, elas se mantiveram mobilizadas.  Além de pleitear a medida em um processo administrativo no Sigad, o grupo se mobilizou em contínuas reuniões para sensibilização de diretores e parlamentares. As mães obtiveram o apoio de mais de 50 senadores e também celebraram a inclusão da jornada reduzida no plano de equidade divulgado pela Diretoria-Geral (DGer) mês passado.

 

— Esses dois apoios, da DGer e dos senadores, foram fundamentais para sensibilizar a Comissão Diretora, que se mostrou sensível à defesa de mães e filhos. É uma conquista fantástica para todas as mães do Senado — ressaltou Solange Palmeira, servidora participante do grupo e lotada na Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle.

 

Flavia Fernanda Ribeiro e Silva, chefe do Serviço de Direitos e Deveres Funcionais (Seddev), explica que o prazo foi prorrogado para quem já tinha o benefício. Já no "caso das servidoras cujo benefício foi encerrado quando a criança completou 15 meses, o prazo foi reaberto no último dia 3 e será válido até o último dia do mês em que o dependente completar 24 meses".

 

Fernanda Campello, do Serviço de Auditoria de Admissões e Concessões, foi uma das servidoras contempladas pela iniciativa. Ela havia perdido o benefício há seis meses, quando a filha completou um ano e três meses, mas, graças ao novo ato, a servidora foi reinserida no programa.

 

— A eficiência da área de Gestão de Pessoas foi impressionante. Em menos de 24 horas, conseguiram reinserir todas as mães no programa. Eu achei excelente a iniciativa, pois ficar uma hora a mais com a minha filha fará toda a diferença e terá impacto na qualidade de vida — explicou.

 

Fonte: Comunicação Interna