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Exposição virtual traz fotos de mulheres que se destacaram na história do Brasil

11/03/2020 13:42

O Comitê Permanente pela Promoção da Igualdade de Gênero e Raça lança, nesta quinta-feira (5), na Intranet, exposição virtual com fotografias de mulheres que se destacaram na história do Brasil. Ao todo, a equipe do comitê escolheu oito fotografias para representar o 8 de março, Dia Internacional das Mulheres. As imagens retratam brasileiras que contribuíram em diversas áreas do conhecimento como literatura, teatro, direito, política, medicina e direitos indígenas.

 

Segundo a coordenadora do comitê, Dalva Moura, a data que marcou a luta das mulheres por direitos iguais significa “mais que queimar sutiãs e receber flores”. Para ela, o dia 8 de março é um dia para relembrar a trajetória de luta e conquistas por mais direitos para as mulheres.

 

— É também dia de reivindicar equidade de gênero em casa, nas ruas e no trabalho — declarou Dalva.

 

Homenagem


A data foi oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1975, e ao longo dessa luta muitas mulheres se destacaram. Segundo as estagiárias do comitê Laísa Fernanda e Maria Carolina, responsáveis pela seleção de fotos e pesquisa bibliográfica das personalidades da mostra, a exposição evidencia o trabalho que cada uma dessas mulheres fez pelo Brasil.

 

— A proposta da exposição é resgatar a história de mulheres pouco conhecidas pela sociedade, mas que trouxeram grande contribuição, seja por uma trajetória de vida inspiradora ou pelo trabalho nas mais diversas áreas de atuação — ressalta a estagiária.

 

Confira a seguir um pequeno resumo da história de vida das oito mulheres retratadas na exposição feito pela equipe do comitê.

 

Virgínia Leone Bicudo (1910 - 2003)

Virgínia Bicudo foi uma das figuras mais importantes na psicanálise no Brasil. Sua tese de mestrado teve como tema Atitudes Raciais de Pretos e Mulatos em São Paulo, na qual mostrou que, mesmo quando as diferenças sociais diminuem, o preconceito racial permanece. Ela enfrentou forte resistência, sendo acusada por exercício ilegal da medicina, pois a profissão de psicólogo só foi regulamentada em 1962. Ocupou o cargo de diretora do Instituto de Psicanálise da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo por 14 anos. Fonte: Revista Galileu.

 

Ruth de Souza (1921 - 2019)

Ruth foi a primeira atriz brasileira indicada a um prêmio internacional de cinema, o Leão de Ouro no Festival de Veneza de 1954. É reconhecida também como a primeira atriz negra a construir uma carreira no teatro, no cinema e na televisão. Em março de 2019, aos 97 anos, foi homenageada no Carnaval carioca pela escola de samba Acadêmicos de Santa Cruz com o samba-enredo Ruth de Souza – Senhora Liberdade, abre as asas sobre nós. Fonte: Enciclopédia Itaú Cultural.

 

Maria Firmina dos Reis (1825 - 1917)

Considerada a primeira escritora abolicionista brasileira, Maria Firmina dos Reis também fazia composições musicais e poesias. Nascida em São Luís (MA), mudou-se em 1830 para São José de Guimarães, onde começou a estudar de forma autodidata. Aos 22 anos, tornou-se a primeira professora concursada do estado do Maranhão. Enquanto trabalhava, escrevia sua própria obra: Úrsula, publicada em 1859 como o primeiro romance abolicionista e escrito por uma mulher negra no Brasil. Fonte: ARRAES, Jarid. Heroínas Negras Brasileiras em 15 Cordéis. Editora Pólen Livros - 2016.

 

Carlota Pereira de Queiroz (1892 - 1982)

Carlota era uma mulher à frente de seu tempo. Estudar, no início do século XX, era um privilégio dos homens, mas ela contrariou as regras: formou-se médica pela Universidade de Medicina do Rio de Janeiro e sempre exerceu sua profissão. Também foi escritora e pedagoga. Nas eleições de 1933, foi eleita deputada. Também participou dos trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte, entre os anos de 1934 e 1935, e permaneceu na vida política até 1937. Fonte: plenarinho.leg.br - Câmara dos Deputados

 

Maria da Penha Maia Fernandes (1945)

Maria da Penha foi agredida durante seis anos pelo então marido, até se tornar paraplégica, depois de sofrer atentado com arma de fogo, em 1983. Em sua busca por justiça, conquistou a criação da Lei 11.340/06, que popularmente leva seu nome e tornou mais rigorosa a punição para agressões contra a mulher quando ocorridas no âmbito doméstico e familiar. Com a lei, a violência doméstica passou a ser tipificada como uma das formas de violação aos direitos humanos e os crimes a ela relacionados passaram a ser julgados em Varas Criminais até que sejam instituídos os juizados de violência doméstica e familiar contra a mulher nos estados. Fonte: Senado Notícias.

 

Antonieta de Barros (1901-1952)

A política e jornalista catarinense Antonieta de Barros lutou contra o racismo e o machismo. Nascida em Florianópolis, foi a primeira deputada estadual negra do Brasil. Atuava como professora, escritora e jornalista. Entre 1922 e 1927 fundou o jornal A Semana, em que expunha seus ideais contra a discriminação racial e de gênero. Atualmente, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina concede a Medalha Antonieta de Barros a mulheres que combatem a desigualdade de gênero. Fonte: ARRAES, Jarid. Heroínas Negras Brasileiras em 15 Cordéis. Editora Pólen Livros - 2016.

 

Bertha Maria Júlia Lutz (1894 - 1976)

Zoóloga de profissão, Bertha ficou conhecida como maior líder na luta pelos direitos políticos das mulheres brasileiras. Bertha foi educada na Europa, formou-se em Biologia pela Sorbonne e tomou contato com a campanha sufragista inglesa. Voltou ao Brasil em 1918 e ingressou por concurso público como bióloga no Museu Nacional, sendo a segunda mulher a entrar no serviço público brasileiro. Posteriormente, fundou a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF) e, em 1932, liderou o grupo que pressionou Getúlio Vargas a modificar o código eleitoral para permitir que as mulheres votassem. Fonte: Senado Notícias.

 

Joênia Wapichana (1974)

Joênia é a primeira mulher indígena eleita para cargo na Câmara dos Deputados, além de também ser a primeira brasileira de origem indígena formada em direito, tendo passado pela Universidade Federal de Roraima e a University of Arizona, nos Estados Unidos. Joênia entrou para a política para se dedicar à defesa das causas dos povos indígenas, entre elas a demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol, no estado de Roraima. Fonte: O Globo e PibSocioAmbiental.

 

Fonte: Comunicação Interna