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Anac lança Comitê de Equidade inspirado em ações do Senado

03/12/2019 13:55

A diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, participou do lançamento do Comitê de Equidade da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), na última sexta-feira (29). Na ocasião, representantes da entidade destacaram que a criação do comitê teve como inspiração as políticas de gênero e raça adotadas pelo Senado nos últimos anos, a exemplo do lançamento, em setembro, do Plano de Equidade de Gênero e Raça para o período de 2019 a 2021— o primeiro de um órgão da administração pública brasileira.

 

Ao abrir o evento, o superintendente de Gestão de Pessoas, Eduardo Borba, afirmou, em tom de brincadeira, que "na Anac a gente cria e o que for bacana a gente copia”, fazendo referência à parceria com o Senado para o compartilhamento de experiências acerca das ações em favor da igualdade de oportunidades para servidoras e servidores no âmbito interno.

 

Na sequência, a gerente de Desenvolvimento de Pessoas, Luana Brito, destacou que, na Anac, as questões relacionadas à equidade têm sido tratadas de maneira estratégica e institucional. A ideia, afirma, é trabalhar as pautas ligadas ao assunto de maneira mais eficiente.

 

— O comitê nasce da tentativa de trazer informação, promover reflexão e desenvolver ações para que tenhamos um ambiente equânime. Ele nasceu, mas ainda há muito a ser feito — disse.

 

Prática

Ilana ressaltou a importância de ir além da teoria para que verdadeiras mudanças aconteçam. Segundo ela, o acesso à informação é importante, mas não é o suficiente para a transformação da realidade, já que se nada for feito, os problemas relacionados à equidade e à violência de gênero continuarão existindo.

 

— Os números de feminicídio, por exemplo, estão toda semana no jornal e não é a informação que faz isso deixar de existir. A informação a gente passa e compartilha, mas ela não faz com que a gente aja ou que as coisas mudem. Nem na Anac. Nem no Senado. Nem no Brasil. Salvo se vocês [colaboradores da Anac] pegarem toda essa informação passada aqui e usarem como um fator motivador de mudança de comportamento — afirmou.

 

Dalva Moura, do Comitê Permanente pela Promoção da Igualdade de Gênero e Raça do Senado, destacou que a equipe está à disposição da Anac e afirmou que as transformações de comportamento "são uma construção e não acontecem de uma hora para outra". Contudo, segundo ela, os efeitos positivos são percebidos desde o início dos processos de mudança.

 

Masculinidade

Também estiveram presentes no lançamento o publicitário Pedro de Figueiredo e o geógrafo Caio César, integrantes do Memoh, grupo de discussão que promove encontros para falar sobre temas relacionados à masculinidade. Na palestra ministrada pela dupla, Pedro afirmou que os homens devem refletir sobre seu modo de agir consigo mesmo, com o outro e com a sociedade para promover a equidade de gênero, inclusive no ambiente corporativo.

 

— É preciso assumir parte da responsabilidade que nos cabe nesse debate. A gente entende que, para fazer isso, teria que ajudar os homens a questionar o que é a man box, conceito que define um conjunto de características que é preciso ter para ser considerado homem de verdade. Tudo que fica de fora dessa caixa é considerado uma coisa de não homem. Se o homem demonstrar qualquer tipo de outros sentimentos, é visto como frágil —, explicou o publicitário.

 

Pedro ressalta que muitos homens não concordam mais em reproduzir esse comportamento e querem romper a man box, que os impede de exercer outro jeito de ser homem. A transformação, disse ele, exige vigilância e atenção.

 

— Também é importante trocar experiências com outros homens que estão na mesma busca —, ressaltou Pedro, idealizador do grupo.

 

Fonte: Comunicação Interna