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VIII Semana de Valorização da Primeira Infância e Cultura da Paz - 2015

Publicações dos Artigos dos Conferencistas da 8ª Semana de Valorização da Primeira Infância e Cultura da Paz
File Inato ou Adquirido: Como Fatores Epigenéticos Influenciam o Desenvolvimento Infantil - Fabíola Cristina Ribeiro Zucchi - Ano 2015
Alterações epigenéticas são mecanismos estáveis que são transmitidos de células mães para células filhas pelo mecanismo de divisão celular chamado mitose. Se estas alterações epigenéticas ocorrerem em células germinativas, elas podem ser transmitidas a gerações subsequentes por um processo de divisão celular chamado meiose. No último caso estas impressões ambientais tornam-se hereditárias, formando assim uma memória epigenética que pode ser transmitida por gerações. Assim, experiências vividas por nossos antepassados podem contribuir na determinação de doenças, ou na produção de características adaptativas.
File Literatura infantil e relação pais-criança: o papel dos livros nas psicoterapias - Jaqueline Wendland - Ano 2015
Muito antes da emergência da palavra, a criança pequena já está em contato com a língua escrita e mostra um interesse espontâneo e precoce pelos livros, as imagens e as histórias que eles contêm. Vários trabalhos mostram que o contato com as histórias, sejam elas contadas ou lidas, assim como as experiências de jogos com o imaginário são essenciais ao acesso à linguagem e ao desenvolvimento psicológico da criança. Sabe-se também que o contato precoce com os livros pode favorecer a aprendizagem e a escolarização das crianças. Nossa proposta é de examinar o lugar privilegiado que os livros podem ter na relação pais-criança bem como seu interesse clínico na psicoterapias pais-bebê.
File Uma Visão Neuropsicopedagógica do Desenvolvimento Humano: da Vida Intrauterina até a Primeira Infância. (A influência do afeto, do estímulo e da alimentação nas alterações neuroquímicas do cérebro) - Luiz Antônio Corrêa - Ano 2015
A Neuropsicopedagogia é uma ciência transdisciplinar, fundamentada nos conhecimentos da Neurociência aplicada à educação, com interfaces da Psicologia e Pedagogia que tem como objeto formal de estudo a relação entre o cérebro e a aprendizagem humana, numa perspectiva de reintegração pessoal, social e escolar.
File A música e os ritmos de desenvolvimento da criança: inventar o presente, recriar passado, reinventar o futuro - Márcio Paes Selles, Sandra Cabral e Kely Pinheiro - Ano 2015
Os primeiros anos de existência, até a aparição da palavra, são dedicados à construção de um verdadeiro órgão da coexistência: o vínculo. Nos chamados períodos sensíveis, nos quais o organismo está especialmente sensível a toda aprendizagem – sobretudo nas primeiras interações mãe¬-bebê –, vão sendo construídos, por meio da introjeção psíquica de nossas experiências dessas interações, o que chamamos de recursos internos. Essas aprendizagens, que darão o tom de nosso relacionamento com o mundo, constroem para nós um estilo de vinculação, certa maneira de reagir, encontrar soluções e, se conseguimos uma vinculação segura, a confiança básica que de que a enunciação de um pedido de ajuda será ao menos considerado, mesmo que não possa ser atendido, construímos também as condições para um enfrentamento mais potente diante dos desafios dos ciclos de vida.
File O Pediatra do Futuro - Antônio Márcio Junqueira Lisboa - Ano 2015
A maior mudança de rumo da medicina ocorreu com a revolução cartesiana, no século XVII. Descartes dividiu o ser humano em duas partes distintas: corpo e mente e, outro físico, Newton, comparou-o a uma máquina e, como tal, poderia ser estudado como se fossem peças. O papel dos médicos era o de consertar os defeitos específicos de cada uma delas. Essa concepção levou à adoção do paradigma cartesiano-newtoniano, mecanicista, pela grande maioria dos cursos de medicina e tornou-se o alicerce da moderna medicina científico.
File A Música e os bebês: uma proposta pedagógica baseada no Método Clínico de Piaget - Paula Cavagni Pecker - Ano 2015
É recorrente ouvirmos que a música é algo que faz parte da vida de todos, de qualquer ser humano sensível. Diz-se da música um dos caminhos mais fáceis para conectar-se com o passado ou com o momento presente, e com os outros. Também, a audição de canções populares ou música erudita está presente no cotidiano da maioria das pessoas, para propósitos diversos como descanso, diversão, paz ou animação do espírito. Tais assunções, retiradas de minha experiência profissional, aparecem no âmbito da formação de professores ou das aulas de música para bebês, quando convivo com pais e familiares de meus alunos.
File Como continuar a nascer: sua genética não é o seu destino - Sandra Cabral - Ano 2015
A sua história não é o seu destino. Essa é uma das ideias-chave que permeiam os estudos sobre a resiliência - que se interessam pelas histórias de pessoas ou comunidades que, em meio a todas as adversidades, encontram uma linha de fuga para o destino fatal de insucesso previsto por um contexto sociocultural, um código genético ou uma verdade científica.
File A formação, motor de uma política de prevenção precoce - Françoise Molénat - Ano 2015
Os sistemas de cuidados perinatais foram construídos ao ritmo dos conhecimentos científicos, disciplina por disciplina, em uma cultura profundamente marcada pelo dualismo entre "corpo" e psique.
File Estresse perinatal e desenvolvimento neuropsicológico - Gilles Cambonie - Ano 2015
Entende-se por estresse toda circunstância que altera o equilíbrio homeostático. Dessa forma a exposição ao frio ou ao calor, um conjunto de estudos psicológicos ameaçadores são exemplos típicos
File Por que atribuímos tanta importância à primeira infância? - Maria Regina Maluf - Ano 2015
O conhecimento científico, confrontado com o conhecimento de senso comum e intuitivo, é o melhor tipo de conhecimento de que dispomos quando se trata de explicar o mundo físico, e parte desse mundo físico somos nós, os humanos. A explicação do papel dos genes versus meio ambiente na constituição do comportamento humano ainda atrai muitas atenções, sendo que o determinismo genético (a ideia de que nascemos com genes que determinam o que seremos não importando o que possamos fazer a esse respeito) forneceu bases para posturas desastrosas tanto de educadores quanto de formuladores de políticas públicas, que abriram mão de agir por acreditar na inutilidade de suas ações. Essa ideia, embora ainda encontre abrigo no senso comum, está superada quando se trata de entender o desenvolvimento infantil em bases científicas .