Ferramentas Pessoais
Acessar

VII Semana de Valorização da Primeira Infância e Cultura da Paz - 2014

Publicações dos Artigos dos Conferencistas da 7ª Semana de Valorização da Primeira Infância e Cultura da Paz
File A importância das competências socioemocionais na Primeira Infância - Laila Brito - Ano 2014
A primeira infância, enquanto etapa de desenvolvimento apresenta caraterísticas de aprendizagem específicas e únicas. Conhecer e refletir sobre este processo é um desafio cada vez mais constante dos pais, que compartilham em tempos modernos com profissionais da educação, a necessidade diária da interação com crianças nas idades iniciais da vida. Sabendo que a aprendizagem e o desenvolvimento ocorrem de forma integrada, assumimos o risco de incidir sobre uma fase da vida caracterizada por mudanças rápidas e constantes em nível motor, cognitivo, linguístico, social e afetivo.
File A importância do treinamento e capacitação dos professores e profissionais da educação para o ensino infantil - Alfred Sholl-Franco, Anna Carolina Miguel e Fabrício Cardoso - Ano 2014
A primeira infância é a base para todas as aprendizagens humanas. Estudos demonstram que a qualidade de vida de uma criança entre o nascimento e os seis anos de idade podem determinar muito de sua contribuição para a sociedade durante a vida adulta (THOMAS e KNOWLAND, 2009). Uma boa alimentação associada a um ambiente rico em aspectos afetivos e oportunidades de comunicação são suportes para os ganhos cognitivos, do desenvolvimento da linguagem, das habilidades motoras, adaptativas e dos aspectos sócio-emocionais. Assim, a primeira infância é o ponto de partida para a construção de vida escolar de sucesso e o fortalecimento das relações sociais, o que proporcionará a formação de um adulto mais preparado para aprender a lidar com os desafios do cotidiano.
File A Participação das Crianças nas Políticas Públicas - Nayana Brettas - Ano 2014
Estamos diante de uma cidade pensada, projetada e construída por adultos e para adultos, que "adota como parâmetro o cidadão adulto, abandonando os cidadãos não adultos" (Tonucci, 1997, p.181). As tomadas de decisões relativas à organização dos espaços públicos estão cercadas de barreiras relacionadas à linguagem tecnocrática e com estilos de negociação que diluem a infância na ordem social dos adultos não valorizando o seu conhecimento urbano.
File As descobertas da neurociência e o brincar - Marilena Flores Martins - Ano 2014
Brincar está voltando ao centro de atenções, tanto nos meios acadêmicos e científicos quanto por parte dos gestores de políticas públicas. Podemos afirmar que, finalmente, os adultos, sejam pais, profissionais ou agentes públicos estão começando a valorizar as brincadeiras como meio fundamental para o desenvolvimento integral das crianças e das relações sociais pacíficas e cidadãs.
File Detecção precoce de risco para o autismo e processo diagnóstico: interdisciplina e política pública - Cláudia Mascarenhas - Ano 2014
As mudanças nas concepções do autismo, cujo diferencial sempre foi o aparecimento nos primeiros anos de vida de sinais que mostravam perturbações nas relações dessas crianças com os outros, aconteceram em todas as formas de tratamentos e teorias que se ocupam do autismo há mais de 40 anos. Atualmente todas as abordagens, as mais tradicionais e as mais novas, trazem as marcas das pesquisas (desde as de meta-analises até às relativas a filmes familiares) e dos progressos da clínica de atendimento aos bebês.
File Elo mãe-bebê: Fortalecimento do vínculo, através de brincadeiras e músicas, desde a gestação - Eliana Tarzia Iasi e Irene Quintáns - Ano 2014
Sabemos que o adulto resulta de sua própria natureza, das figuras parentais, da família, dos grupos sociais em que vivem da escola, da cultura e da sociedade, com seus valores, crenças, normas e práticas presentes, principalmente, na primeira infância. Por outro lado, o cérebro humano sofre as influências da genética, da vida intrauterina, das experiências durante o nascimento, da amamentação, dos primeiros dias de vida extrauterina, do tipo de amparo, acolhimento e recepção que teve e de suas relações com as figuras parentais ou seus substitutos.
File Importância dos espaços urbanos e direito à cidade para a educação, saúde e desenvolvimento da criança - Irene Quintáns - Ano 2014
Aprender na cidade, com a cidade e com as pessoas, valorizando o aprendizado vivencial é fundamental para a educação, a saúde e o desenvolvimento da criança. A Cidade deve oferecer projetos e atividades que melhorem a qualidade de vida dos seus habitantes, especialmente os grupos mais frágeis, como as crianças. A mobilidade urbana das crianças tem sido muito afetada pelas condições da cidade e a superproteção adulta. O conhecimento e a apropriação do espaço em que vivemos nos proporcionam pontos de referência e sentido de pertencimento. Muitas vezes as crianças não conseguem elaborar esse mapa mental que lhes faz dar sentido a seu meio e relacionar um local com outro. Por essas razões é preciso envolver as crianças na feitura da cidade e na mobilidade ativa desde cedo.
File Interdisciplinaridade e medicalização no TEA e no TDAH: o papel da Saúde - Wagner Ranña - Ano 2014
Os conceitos de TEA e de TDAH tornaram-se os epicentros dos conflitos, debates científicos e interdisciplinares no campo da Saúde Mental na contemporaneidade e, portanto, da Psicopatologia Infantil. O TEA, depois de muitas pesquisas, continua sendo um mistério e nenhuma disciplina isoladamente pode se colocar como mais adequada para enfrentá-lo, ou enfrentá-los, pois parece que devemos falar em autismos. Ao abordarmos o TEA estamos no âmbito da complexidade e da interdisciplinaridade.
File Neurodesenvolvimento e Subjetividade - Maria Clara Nassif - Ano 2014
A partir de uma longa experiência clínica apoiada sobre um trabalho de equipe multidisciplinar, tendo como bases de intervenção inicialmente o Método Ramain, sucessivamente o Método Dia-log e a seguir a Terapia de Troca e Desenvolvimento (TED), acabamos por delinear nosso campo de atuação em um perspectiva original, que se traduz por um novo paradigma de perspectiva neurodesenvolvimental de base relacional. Organiza-se através de metodologias apoiadas sobre diferentes programas destinados aos portadores de transtornos do neurodesenvolvimento ou outros distúrbios, e também aqueles de enfoque escolar, formativo ou simplesmente para pessoas que busquem uma evolução pessoal.
File Novas abordagens sobre o autismo - Bernadette Rogé - Ano 2014
Considerado durante muito tempo como uma patologia emocional resultante de um problema de apego à mãe, o autismo é identificado hoje como um distúrbio neuro-desenvolvimentista. Isto significa que a base neurobiológica do autismo foi enfim reconhecida. De fato, numerosos trabalhos permitiram mostrar as perturbações neurológicas precoces que impediam o desenvolvimento dos comportamentos de adaptação ao ambiente físico e social.
File O Potencial da nutrição e atividade fisica como intervenção na primeira infância - Bruno Araújo - Ano 2014
A nutrição inadequada ou deficiente, particularmente durante a infância, tem influência negativa sobre o funcionamento normal do cérebro e dos processos cognitivos (memória, atenção, percepção, linguagem, raciocínio, imaginação e pensamento). Bilhões de células nervosas e novas conexões são adicionadas conforme o cérebro se desenvolve e serão esses, os componentes responsáveis por enviar e receber os sinais que ajudarão no desenvolvimento do QI, linguagem e atividade motora das crianças.
File O sentimento de segurança - peça chave da prevenção precoce - Françoise Molenat - Ano 2014
Numerosas sociedades enfrentam atualmente problemas graves relativos à educação das crianças, às dificuldades dos adolescentes, às doenças mentais em todas as faixas etárias. Se por um lado as técnicas da medicina produziram progressos consideráveis na área da mortalidade materna e infantil, a impotência persiste diante de outras formas de sofrimento e que amputam o potencial das crianças, futuros adolescentes e adultos.
File O universo de 1.5 kg - Suzana Herculano - Ano 2014
Diz-se que o cérebro humano é "o sistema mais complexo" no Universo. Eu não tenho certeza se isso é bem verdade, mas digamos que seja, porque é uma ideia bastante útil. "Complexidade" é uma medida da quantidade de informação necessária para descrever um sistema, ou objeto. Se o cérebro humano é "o sistema mais complexo" do Universo, então ele é o sistema cujo arranjo, ou organização, requer a maior quantidade de informação para ser alcançado.