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Poucas Mulheres Buscam Ajuda do Estado

A violência contra mulheres, especialmente a violência doméstica, envolve questões afetivas e emocionais importantes, uma vez que, em geral, o agressor é companheiro atual ou pregresso da vítima, e pode ser pai de seus filhos.

Isso dificulta a procura pela intervenção do Estado, uma vez que o registro de ocorrência em uma delegacia, seja ela comum ou especializada, ainda é a principal porta de entrada dessa mulher em situação de violência.

É verificada, em muitos casos, uma tendência de a vítima não tomar qualquer atitude contra o agressor, por se culpar pela violência sofrida, por esperar que o comportamento violento cesse, ou, ainda, por temer pela sua integridade física ou de seus filhos.

Conforme aponta a pesquisa Violência doméstica e familiar contra a mulher – 2017, realizada pelo Instituto DataSenado, do Senado Federal, um terço das mulheres afirmou ter buscado a intervenção do Estado após a última agressão sofrida. Quase uma em cada três mulheres (27%) afirmou não ter tomado qualquer atitude após a última agressão.