Museu do Senado busca aprimorar ações de conservação e restauro
Em meio aos preparativos para o futuro centro cultural do Senado, equipes do Serviço de Conservação e Restauro de Bens Museais (Secorem) e do Serviço de Gestão de Acervo Museológico (Segam), ambas vinculadas ao Museu do Senado, visitaram os laboratórios de conservação e restauro da Câmara dos Deputados e do Superior Tribunal de Justiça. O objetivo foi realizar benchmarking, pesquisa de campo estratégica que permite conhecer as melhores práticas de instituições parceiras e trocar experiências.
O chefe do Secorem, Pedro Fujimoto Amorim, avalia que foram ótimas oportunidades para observar a rotina de trabalhos, os diferentes espaços de conservação e os recursos disponíveis, como equipamentos especializados.
− Pudemos ver de perto a estrutura dos laboratórios e entender como eles organizam os espaços. Trocar experiências e conhecer outras soluções nos deram boas ideias e referências para que possamos planejar melhor os laboratórios de restauração no futuro centro cultural do Senado Federal – detalha.
A servidora Michelly Eustáquia do Carmo, do Segam, observou desafios comuns aos órgãos parceiros, como a necessidade de reforço nas equipes que se dedicam à conservação e restauro. Por outro lado, também identificou avanços na gestão de acervos.
− É muito bom ver que há um planejamento de ações para mitigação de riscos e atendimento a emergências, preocupação crescente desde as invasões de 8 de janeiro de 2023 – explica.
Cuidados com o acervo museológico
Preservação, conservação e restauro são atividades vitais para todo museu porque permitem que o patrimônio histórico, artístico e cultural resista ao tempo e possa ser acessado tanto pelas atuais quanto pelas futuras gerações.
No Museu do Senado, os dois setores envolvidos nas visitas para realização de benchmarking atuam em colaboração ao cuidar do acervo, que reúne 1.700 peças.
O Secorem é responsável pelo acompanhamento da movimentação de bens museológicos, execução de ações de conservação preventiva, higienização e acondicionamento dos bens culturais, além do restauro, quando necessário. A equipe conta com dois gestores e quatro restauradores especializados nas diferentes áreas de preservação, conservação e restauro: documentos e suportes em papel, lustres e mobiliário histórico, além de pinturas e esculturas.
Já o Seagec tem, entre outras atribuições, catalogar e propor o tombamento de bens culturais, tornando-os parte do acervo musealizado da Casa, além de organizar e gerir a Reserva Técnica, onde ficam armazenados os itens que não estão em exposição.