Mais de um quarto (27%) das brasileiras já sofreram violência doméstica ou familiar provocada por homem; Rio Grande do Norte registra o menor índice: 21%.
A décima primeira edição da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, realizada pelo Instituto de Pesquisa DataSenado em parceria com o Observatório da Mulher contra a Violência (OMV), mostra que 27% das brasileiras já sofreram algum tipo de violência doméstica ou familiar provocada por homem. Em geral, esse patamar permanece semelhante, considerando as margens de erro, em todo o território nacional. No Amazonas (37%), em Sergipe (35%), no Acre (33%) e em Mato Grosso (33%), contudo, são observados os maiores índices. Na Paraíba (22%) e no Rio Grande do Norte (21%), os percentuais ficam abaixo do patamar nacional.
A pesquisa também revela a dimensão da subnotificação da violência. Entre as brasileiras que sofreram violência doméstica ou familiar nos últimos 12 meses, 58% não notificaram a agressão à autoridade policial. Nesta edição, o levantamento também passou a investigar a violência digital e a percepção das mulheres sobre a denúncia das agressões às autoridades.
Ao comparar as estatísticas estaduais, a análise leva em consideração as margens de erro, calculadas com nível de confiança de 95%. Dessa forma, para afirmar que uma unidade da Federação apresenta índice maior ou menor em relação ao país, é necessário considerar os intervalos definidos pelas respectivas margens de erro.
Realizado pelo DataSenado em parceria com o Observatório da Mulher contra a Violência, o levantamento integra a série histórica iniciada em 2005, a mais longa série de pesquisas de opinião sobre violência doméstica e familiar contra a mulher no Brasil. A análise por estados e Distrito Federal, iniciada na décima edição da pesquisa, permite conhecer as diferenças na realidade e na percepção das mulheres nas 27 unidades da Federação.
Foram entrevistadas 21.641 brasileiras com 16 anos ou mais, entre 16 de maio e 8 de julho de 2025. As entrevistas foram realizadas por telefone, com amostra probabilística distribuída por todas as unidades da Federação. Para as estimativas envolvendo o conjunto das entrevistadas, a margem de erro média foi de 0,69 ponto percentual, com nível de confiança de 95%.
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