Instituições insistem na importância de denunciar

 

O histórico secular de violência contra a mulher permite supor que o aumento de denúncias contra ofensores nos últimos anos decorre do maior preparo do Estado para realizá-las. No entanto, o desafio de trazer todas ou quase todas as agressões à tona ainda está longe de ser vencido, como avalia a responsável pela Coordenação de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres do Distrito Federal, Luciana Holanda.

“A subnotificação nos impede de gerar indicadores que se tornem estatísticas e nos faz refletir sobre o motivo de as mulheres preferirem omitir as situações de violência sofridas”, diz Luciana.

Segundo os Institutos Data Popular e Patrícia Galvão, mesmo após a Lei Maria da Penha, as mulheres ainda têm vergonha de notificar crimes e medo de serem assassinadas caso venham a se separar do agressor. Há muitos casos de homens que constituíram um novo lar e continuam perseguindo suas ex-companheiras.

Conforme Iara Lobo, coordenadora da Casa da Mulher Brasileira, as meninas e outras vítimas de estupro de vulnerável são prejudicadas pela  recusa das famílias em fazer a notificação dos crimes, uma vez que, em sua maioria, são praticados por integrantes das próprias famílias ou por homens que com elas convivem.

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