Programa Senado Verde incentiva boas práticas em relação ao lixo
FOTO: MARCOS OLIVEIRA/AGÊNCIA SENADO
Viveiro do Senado: entre as fontes de matéria orgânica para as plantas, está a borra de café coletada nas copas

Responsável pela aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, o Senado busca implantar boas práticas com relação ao lixo que produz. Desde 2009, a Casa separa o lixo e busca o uso racional dos recursos naturais na instituição. O principal desafio é a conscientização permanente dos servidores.

Orientações sobre os resíduos jogados nas lixeiras é uma das principais iniciativas da administração do Senado. Sem essa ação, o descarte sem critério e sem separação levaria à rejeição dos resíduos por parte de empresas de reciclagem, segundo Deomar Rosado, integrante do Programa Senado Verde.

Em lixeiras brancas espalhadas pelas dependências da Casa, são depositados restos de alimentos, balas, chicletes, embalagens e papéis sujos. Esse material é encaminhado para o Serviço de Limpeza Urbana (SLU).

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Serviço de compostagem da instituição reúne podas de grama e de árvores, entre outros resíduos

Lixeiras pretas recebem sacos e copos plásticos, latas, embalagens Tetrapark, CDs, DVDs, enfim, todo material seco e passível de ser reciclado. Coletores de papelão disponíveis são usados exclusivamente para descarte de papéis secos e limpos que são destinados à reciclagem. O que é coletado é encaminhado a cooperativas de catadores.

Em 25 pontos estratégicos também são recolhidas pilhas e baterias.

Existe ainda a coleta de borra de café nas copas, que se juntam às podas de grama e de árvores e aos restos da preparação dos alimentos das lanchonetes e dos restaurantes do Senado. Esse tipo de lixo vai para o serviço de compostagem, que o transforma em matéria ­orgânica para o viveiro mantido pela Casa.

Em setembro do ano passado, um treinamento reuniu 400 empregados e, em parceria com a Câmara dos Deputados, está sendo feita a revisão das ações do Senado Verde, que faz parte do Núcleo de Coordenação de Ações Socioambientais. As novidades deverão ser implantadas no início de 2015, informa a coordenadora, Andrea Bakaj.

Entre as novas iniciativas em estudo, estão a retirada das lixeiras perto das mesas, uma nova separação do lixo seco e, principalmente, a redução do consumo de copos e papéis e o uso racional dos recursos naturais. A estimativa atual é de que mais de 4,5 milhões de unidades de copos plásticos sejam consumidas anualmente no Senado.

Algumas ações devem ser implantadas aos poucos para ampliar a consciência do corpo funcional. Para isso, a ideia é escolher um servidor responsável pelo consumo e geração do lixo em cada setor.

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