EUA investem em eficiência
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Mohave Generating Station, no estado de Nevada: uma das muitas termelétricas a carvão nos Estados Unidos

O sistema energético da maior potência econômica do mundo, os Estados Unidos, é baseado em combustíveis fósseis — petróleo, em primeiro lugar, seguido de gás e carvão. Juntas, essas fontes respondem por 87,3% da produção energética, mas, desde 1990, os norte-americanos vêm investindo em fontes mais limpas, como a ­nuclear e as renováveis.

Em 20 anos, a participação da energia atômica na matriz dos Estados Unidos cresceu 20,71% e a renovável, 4,3%. Em contrapartida, o consumo de combustível fóssil caiu 1,8% e a geração hidrelétrica, 0,8%.

Embora o país não seja signatário do Protocolo de Kyoto, a matriz energética norte-americana ganhou eficiência entre 1990 e 2010, pois a porcentagem de emissão de gases de efeito estufa cresceu menos (10,63%) que o consumo de energia (15,89%).

Autossuficiente

De acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), a eficiência se caracteriza pelo oferecimento dos mesmos serviços com menos energia e menos poluição. A diminuição do uso de combustíveis poluentes e o aumento de fontes limpas fizeram com os EUA perdessem para a China o título de maior poluidor.

Os Estados Unidos também vivem um período promissor em relação à produção de certas matérias-primas, como petróleo e gás natural. Em 2006, a indústria petrolífera iniciou uma fase ascendente, partindo de 8,3 milhões de barris/dia para, em cinco anos, atingir a marca de 12,3 milhões de barris/dia, superando o recorde de 1985, quando foram extraídos 11,1 milhões. O país está quase atingindo a autossuficiência, em torno de 18,9 milhões de barris/dia, ainda segundo a IEA.

Da mesma forma, a extração de gás natural aumentou 65% entre 1986 e 2013, saltando de 453 milhões de metros cúbicos para 687,6 milhões. Em relação ao gás, o país também já está quase atingindo a autossufiência — em torno de 736,2 milhões de metros cúbicos. A IEA calcula as reservas norte-americanas em 9,57 trilhões de metros cúbicos de gás.

Xisto, nova aposta

Os Estados Unidos também investem, desde os anos 2000, na produção de gás de xisto, armazenados em rochas e cuja extração é mais complexa. A expectativa da Agência Internacional de Energia é de que o país consiga extrair cerca de 1,13 bilhão de metros cúbicos desse tipo de gás. Europa e Chile já manifestaram interesse em importar gás de xisto dos norte-americanos para driblar a escassez energética.

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