A dependência europeia do gás russo
Shamukov Ruslan
Em 2013, gasoduto da Rússia começou a ser construído: europeus compram 65% do gás russo

De acordo com a Agência Internacional de Energia, a Rússia detém as maiores reservas de gás natural do mundo. O país também é rico em petróleo, cuja produção só perdeu, em 2012, para as dos Estados Unidos e da Arábia Saudita. Toda essa riqueza natural e a distância relativamente pequena tornou a Europa dependente das importações de combustíveis fósseis da Rússia.

A União Europeia consome 70% do petróleo e 65% do gás exportados pela Rússia, país que tem sido fonte de incômodo para o continente desde 2009 por causa da crise do gás que envolveu Rússia e Ucrânia.

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Em resposta a essa crise, o Conselho da União Europeia instruiu os países-membros a manterem reservas de petróleo e derivados. A intenção é assegurar níveis mínimos de abastecimento de energia mesmo quando houver corte de fornecimento de matéria-prima. No documento Energia 2020 – estratégia para uma energia competitiva, sustentável e segura, o conselho estimou em 1 bilhão de euros os investimentos a serem feitos em dez anos para tornar mais segura a matriz energética europeia.

Matriz diversificada

Os governos europeus estão investindo igualmente na diversificação das fontes energéticas e na ampliação da carteira de países dos quais importam insumos para a produção de energia. Entre as medidas em estudo, está a troca do gás russo por gás de xisto dos Estados Unidos e a compra de gás e petróleo da Argélia e do Catar.

Outra saída tem sido a energia nuclear. Embora a Alemanha esteja acabando com suas usinas, outros países, como França, Bélgica e Eslováquia, estão aumentando a produção de energia nuclear. Em 2012, mais da metade da geração nesses países proveio dessa fonte.

O continente também tem investido bastante em fontes renováveis. Segundo a agência estatística continental Eurostat, o crescimento da energia renovável excedeu o de todos os outros tipos. Em dez anos, a produção de fontes alternativas subiu 81,3%. Em 2012, foram responsáveis por 22,3% da geração energética, principalmente de origem eólica.

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