Lindbergh defende suspensão das reformas devido à instabilidade no governo

Da Redação | 14/06/2017, 15h48 - ATUALIZADO EM 14/06/2017, 15h59

Em pronunciamento nesta quarta-feira (14), o líder do PT no Senado, Lindbergh Farias (RJ) criticou as reformas trabalhista e previdenciária propostas pelo governo e destacou o clima de incerteza e instabilidade com a iminência da apresentação de denúncia da Procuradoria-Geral da República contra Michel Temer junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). Para o senador, o mandato do presidente está ameaçado.

— Uma denúncia que fala sobre organização criminosa, corrupção passiva. E a Câmara dos Deputados vai ter que autorizar a abertura do processo contra o presidente da República. O Brasil vai parar. Primeiro, eu não tenho certeza de que o Temer consiga ter os 172 votos. Não é fácil, porque o deputado sabe que vai ter um prejuízo político grande na sua base eleitoral, porque menos de 3% dos brasileiros apoiam o presidente. É a maior rejeição da história, que vai aumentar ainda depois da denúncia — avaliou.

Para Lindbergh, a reforma da Previdência e a reforma trabalhista vão prejudicar principalmente os trabalhadores mais pobres. Ele voltou a denunciar a anistia de R$ 10 bilhões da dívida previdenciária para latifundiários, além de R$ 24 bilhões para o "megarrefis", que favorece grandes bancos e grandes empresas.

— Com essas duas reformas, nós estamos tirando dinheiro das mãos dos pobres e isso vai ter um impacto violentíssimo na economia brasileira. E acho, sinceramente, que nós tínhamos que parar a tramitação dessas reformas. Não vai haver clima — um presidente denunciado — para que continuemos votando reforma trabalhista, reforma da Previdência, para tentar passar um ar de normalidade que não existe. Nós estamos caminhando para um grande impasse político — ressaltou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)