Em reunião na CDH senadores criticam governo Temer e as reformas

Sergio Vieira | 14/06/2017, 15h38 - ATUALIZADO EM 14/06/2017, 15h40

Devido ao número insuficiente de senadores requeridos pelo Regimento Interno para a deliberação dos projetos em pauta, a reunião desta quarta-feira (14) da Comissão de Direitos Humanos (CDH) destinou-se a discutir os efeitos das reformas trabalhista e previdenciária para a classe trabalhadora.

Durante a reunião , conduzida pelo vice-presidente da comissão, senador Paulo Paim (PT-RS), o parlamentar mostrou aos senadores e aos telespectadores da TV Senado fotos de eventos recentes, com a participação de artistas, realizadas em cidades como Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador, de mobilizações que pedem a saída de Michel Temer da Presidência da República e a convocação de novas eleições.

- Pra quem duvidava, as mobilizações estão crescendo, e também são contra as reformas previdenciária e trabalhista - afirmou o senador.

Paim informou ainda que tem aumentado os convites de universidades e associações civis para que participe de debates sobre as reformas em diversas cidades do país. Segundo ele, a população estaria "aterrorizada" com a pauta das reformas, percebida como sendo "exclusivamente de retirada de direitos históricos".

Os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ) e Telmário Mota (PTB-RR) também criticaram as reformas propostas por Temer e disseram apoiar a convocação de novas eleições. Para Lindbergh, a situação econômica do país vai continuar se deteriorando enquanto não houver "um governo legitimado e fortalecido pelas urnas". Ele mostrou dados oficiais mostrando uma nova frustração de receitas em maio por parte do governo federal, sinal de que a recessão estaria se aprofundando.

- E essa situação, de queda no consumo e nas atividades comerciais, só pioram com as reformas trabalhista e previdenciária, pois atacam diretamente o acesso à renda por parte de dezenas de milhões de famílias - opinou Lindbergh, para quem o "caráter classista" dos três poderes e do processo de impeachment contra Dilma Rousseff estaria hoje "evidenciado".

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)