Russomano é eleito novo presidente da Representação Brasileira no Parlasul

Marcos Magalhães | 06/06/2017, 16h48 - ATUALIZADO EM 06/06/2017, 18h47

Eleito nesta terça-feira (6) novo presidente da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul), o deputado Celso Russomano (PRB-SP) anunciou que pretende ampliar a divulgação dos trabalhos dos deputados e senadores brasileiros que integram o órgão legislativo regional e colaborar para maior aproximação do Brasil com os demais países do Mercosul — Argentina, Paraguai e Uruguai (além da Venezuela, que está suspensa do bloco, mas integra o Parlamento).

— O Mercosul só será forte perante o mundo quando estiver muito mais unido do que hoje — disse Russomano após ser eleito em disputa apertada, quando obteve 18 votos contra 17 dados ao deputado Rocha (PSDB-AC).

Russomano citou o Código de Defesa do Consumidor como exemplo de integração legislativa com os demais países do Mercosul. Atualmente, observou, os mesmos padrões de respeito ao consumidor são obedecidos em todo o bloco, tornando-o mais competitivo no mercado internacional. Em sua opinião, o Mercosul deve buscar seguir o exemplo da União Europeia, onde, apesar da recente saída do Reino Unido, os países membros buscam estar cada vez mais próximos.

O deputado presidirá a Representação Brasileira até o final do ano que vem. No início de 2019, após as eleições para a renovação da Câmara dos Deputados e do Senado, serão indicados por seus partidos os novos integrantes do colegiado, composto por 27 deputados e 10 senadores.

Eleições

Segundo o Protocolo Constitutivo do Parlasul, os integrantes do órgão legislativo devem ser escolhidos diretamente pelas populações de seus respectivos países. Até o momento, porém, somente o Paraguai e a Argentina já elegeram seus parlamentares. O Uruguai e o Brasil ainda são representados por integrantes de seus parlamentos nacionais, que acumulam as duas funções. O parlamento reúne-se uma vez por mês em Montevidéu, no Uruguai.

O atual presidente do Parlasul, em mandato de um ano, é o deputado brasileiro Arlindo Chinaglia (PT-SP). Em sua opinião, uma das dificuldades de colocar em prática o princípio da eleição direta, no caso brasileiro, seria a de obter a aprovação da opinião pública para a eleição de 75 deputados, número determinado segundo o critério de proporcionalidade acertado com os demais países do bloco.

— O Brasil vai aceitar pagar por 75 parlamentares em Montevidéu, além de pagar pela Câmara e pelo Senado no Brasil? — questionou Chinaglia.

O deputado anunciou que pretende promover neste ano, junto às demais representações, um debate sobre possíveis mudanças no Regimento Interno do Parlasul, para tornar seus trabalhos mais ágeis. Ele informou ainda que as reuniões da Mesa Diretora passarão a ser realizadas aos domingos, um dia antes das sessões ordinárias do Parlamento regional.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)